* Rômulo Rodrigues
O poder moderador que está nas cabeças dos valentões que tremeram de medo, demonstrando covardia e capacidade de mentir e esquecer ao serem confrontados com os fatos da história recente, morreu e tem as suas exéquias no plenário do Supremo Tribunal Federal – o STF.
Para eles, que ainda estão com as cabeças, na proclamada República de 1889 que foi instalada a partir de um golpe militar, ainda está incorporada a ideia que a qualquer momento o comandante geral poderia fazer a lacração dizendo: o poder moderador sou eu!
Como não podia deixar de ser o primeiro governo da República de 1889 a 1894 foi caracterizado como um governo de militares chamado de República da espada.
Em verdade, de 1889 até o final da ditadura militar de 1964, em tese, findo em março de 1985, o alto comando das forças armadas se arvorou do direito de ser o poder moderador para dar golpes, armar tentativas de golpes e quarteladas diversas usando e abusando da duvidosa interpretação que o artigo 142 lhe dava o poder de decretar GLO como garantia da lei e da ordem bloqueada pela heroica intervenção de Janja da Silva em 8 de janeiro de 2023 ao apertar o assertivo gatilho mental e disparar; GLO é Golpe!
Os depoimentos dos golpistas perante a suprema corte nos últimos dias além de serem reveladores têm que ser reconhecidos como um dia da redenção nacional onde a nação brasileira deu seu maior passo na história ao se livrar dessa ameaça secular de que nossa sociedade não é civil soberana, e sim um grande território geográfico anexado ao império do Tio Sam e que somos e seremos todos subalternos ao país do Tio Sam.
O momento é de fazer o enterro dessa última quimera e deixar as solidões de todas as panteras como companheiras inseparáveis que podem ser personificadas nas que habitam as bancadas da Globo News a exemplo da vacilante jornalista Andreia Sadi que ignorou toda a riqueza do grande salto para a democracia que está sendo dado nas sessões de depoimentos dos réus golpistas frente ao ministro Alexandre de Moraes e o procurador Paulo Gonet.
Na ânsia de servir aos patrões substituiu as grandes revelações que representa a covardia dos que quiseram até esses históricos dias, por mentiras logo desmentidas por um chefe de Estado de uma nação amiga, inventar suas verdades, logo desmentidas.
O fato marcante foi a moça dizer que Lula e a primeira-dama gastaram R$ 50 milhões em despesas na recente viajem a Paris, sem dar qualquer destaque às tremedeiras dos covardes e sem destacar que na viajem o presidente Lula assinou contratos de investimentos franceses no Brasil no valor de R$ 100 bilhões.
Nem sequer teve um naco de vergonha na cara para noticiar que todas as despesas do casal foram pagas pelo governo francês dos quais foram convidados e na democracia civilizatória é o país que convida quem paga as despesas. Como jornalista destacada ela sabia do fato, mentiu por desvio profissional para encobrir o enterro do poder moderador, que é sonho dos patrões que comandam o Partido Midiático que como linhas auxiliares do desejo de empurrar o Brasil ladeira abaixo mente e mentem sempre na esperança das mentiras virarem verdade.
A primeira quinzena de junho de 2025 tem que ser glorificada na história como um pequeno período que livrou a pátria do jugo de uma quadrilha civil militar, lidera por uma das mais abjetas figuras humanas, capitão do expulso do Exército chamado Jair Messias Bolsonaro e um grupo de lesa pátrias com generais de 4 estrelas que macularam os compromissos de servirem à pátria, sucumbiram ante um passado sujo e cheio de traições.
No silêncio das noites diabólicas se referiam ao presidente democraticamente eleito pela vontade da maioria do povo brasileiro com palavras de baixo calão e de insultos, com falsas demonstrações de arrogante coragem, mas, que tremeram de medo e acovardaram-se ante o tribunal da verdadeira justiça e da coragem do nosso povo.
A diferença entre a coragem de pautar a democracia contra a vergonha de praticar crimes contra pessoas indefesas está implícita nos exemplos de duas mulheres. A primeira, Jacinta Passos, presa internada por 9 anos numa clínica de torturas psiquiátrica e morta a choques elétricos na cadeira do dragão do coronel Brilhante Ustra por escrever no muro de sua casa a frase Liberdade à Pátria, e a segunda por; após abandonar filhos menores e viajar dias para praticar 5 crimes de terrorismo e ser glorificada pela ralé que está depondo como heroína por escrever na estátua da justiça a frase; Perdeu! As sentenças têm que ser as que a lei e a palavra de ordem a que o povo quer: sem anistia!
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

