* Rômulo Rodrigues
Faltando uma semana para o dia da eleição o terror religioso mostrou sua face real, primeiro assumindo ser contra o reajuste em 15% do valor do programa bolsa família que estava defasado e segundo pela grita com a proibição pelo governo federal do jogo de azar chamado Bets que deu combustível para a parte demoníaca da bancada da Bíblia tentar resgatar um projeto de lei para cassar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida e do feriado nacional santificado de 12 de outubro.
Ao ódio religioso estão somados os preconceitos por uma imagem de mulher negra, encontrada por pescadores que eram os trabalhadores humildes da época de 1717, regidos à partir das coxias dos teatros de óperas bufas, estão os rábulas do direito religioso André Mendonça e Kássio Nunes Marques como cabos eleitorais de Flávio Bolsonaro.
Em verdade, a cada dia aumentam as suspeitas de que comandam uma Orcrim pior do que a comandada por Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, o procurador barbicha e os 3 do TRF-4; que em tempos sombrios da lava jato eram quase hegemônicos, sem vozes discordantes na mídia patronal, no clero e na sociedade civil conservadora onde os falsos moralistas escondiam os canalhas que tinham atrás de si.
No momento, a coisa mudar e estão dando tiros nos pés a partir da escolha de um que não leva jeito de ter sido aprovado no exame da OAB para tentar emparedar o Supremo Tribunal Federal e pavimentar uma curta estrada para mais um golpe de Estado cuja finalidade maior e mais enlameada é tirar os EUA de uma crise interna e externa sem precedentes na história do império em decadência.
O que está sendo preparado para os últimos dias de campanha é uma massiva campanha de notícias para resgatar como porta vozes do futuro os que escondem o passado mais nebuloso de poucos anos atrás, como verdadeiros demônios recém- chegados do inferno e que não fazem a menor questão de se penitenciar em face da reunião ministerial do governo do presidiário como comandante do desastra na economia do país como Paulo Guedes ou, Posto Ipiranga, ao defender que o Brasil virasse uma Cancun, dominado pelo jogo de azar e que cada um se foda como quiser.
Ao ser questionado sobre o mal que as Bets aprovadas por ele causaria vícios prejudiciais á população mais pobres já em crescente endividamento, debochou com mais escárnio de que o pobre no Brasil reclama de barriga vazia porque tem preguiça de trabalhar, deixando à mostra que o raciocínio do mais poderoso ministro do governo de extrema direita reflete o rancor dos gananciosos contra os inúmeros acertos dos governos do PT e a liderança mundial do estadista Lula por ter mostrado par o mundo que um país pode se desenvolver dando qualidade de vida a quem eles nunca quiseram que fossem vistos pelas políticas de inclusão de um governo democrata e popular.
Contra atacando os defensores da Elite do Atraso o presidente foi enfático ao dizer que a maior mentira que o partido midiático a mando dos rentistas contrariados foi a lava jato que hoje está sendo reproduzida nos ataques sistemáticos e sorrateiro ao seu filho Fábio Luiz como forma de colocar o governo na defensiva e dar fôlego à candidatura de Flávio Bolsonaro calando o patético diretor de jornalismo do grupo Band e mandando recado incisivo par o patronato dos meios de comunicação; dizendo na cara; com a ajuda de vocês eu passei 580 dias presos até provar que os acusadores eram bandidos.
A lógica dos traidores da pátria ao engrossarem a cruzada contra o catolicismo não é só uma questão religiosa, é também; uma questão antropológica e faz com muitos se questionem de como foi possível que um grupo tão desqualificado chegue ao ponto de ter força para ameaçar tomar o poder, tendo como escudo uma aberração dita pelo filho do presidiário de que, caso seja eleito, um dos seus primeiro atos decreta que o Brasil será do senhor Jesus, ou seja; deixará de ser um Estado Laico, como clausura pétrea da Constituição Federal e passará a se um Estado de uma única religião, pentecostal.
No contexto geral os partidários do fascismo na mídia patronal, nas seitais eleitoreiras do Centrão, nas bancadas do Boi, da Bala e da Bíblia que querem fazer com que o gado acredite que o líder político deles é Flávio Bolsonaro, estão mentindo; o líder de fachada é o que está atrás das grades Jair Bolsonaro que recebe ordens dos interessados em fazer do Brasil uma colônia múltipla de interesses dos expropriadores e o falso mito tem reconhecido o mérito da capacidade de servir de identidade para milhões de descerebrados que vagavam pelas ruas, praças, bares e lares se vangloriando serem neutros, sem se envolver com coisa alguma que não fossem seus espúrios interesses.
Há suspeitas de ligações de Flávio com o comando vermelho e por isso, faz esforços para que Trump não reconheça sua derrota; por isso, a resposta precisa e necessária é derrotá-lo no voto como exemplo de civilidade e votar em Flávio e seus seguidores é votar contra nossa soberania.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


