Acusado de matar pedreiro que provocou 'Chacina do Huse' condenado a 25 anos

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju condenou ontem à tarde o detento Williams Aranha dos Santos, único réu arrolado no caso da morte do padeiro Jailson Alves de Souza, que foi baleado em 27 de abril de 2012 na Avenida Santa Gleide, bairro São Carlos (zona norte). Em julgamento realizado no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste), Aranha foi condenado a 25 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
Por maioria, os jurados consideraram que o réu foi o autor dos tiros que acertaram Jailson e o sobrinho da vítima, o agente socioeducativo Ralph Souza Monteiro, durante uma perseguição seguida de tiroteio. Segundo as investigações da Polícia Civil na época, Aranha e outros comparsas teriam roubado a moto do padeiro e atacado a vítima quando a mesma, acompanhada do sobrinho, tentou recuperar o veículo. Os defensores públicos que fizeram a defesa do réu decidiram recorrer da sentença, alegando que a decisão dos jurados foi contrária às provas que constam nos autos.
A morte de Jailson é apontada como o principal motivo da "Chacina do Huse", ocorrida na mesma noite de 27 de abril, quando Ralph e três irmãos de Jailson – sendo dois policiais militares – entraram armados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e mataram três pessoas acusadas de participar do ataque ao padeiro, as quais estavam internadas no pronto-socorro: Adalberto Santos Silva, Cledson Silva Santos e Márcio Alberto Silva Santos. Dos três, a polícia só conseguiu provar a participação de Cledson e Adalberto no crime da Santa Gleide, além de Willams Aranha e de um quarto suspeito, Carlos Henrique Oliveira Cardoso, que morreu após complicações causadas por um tiro.
As mortes no hospital fazem parte de um segundo processo que tramita na 8ª Vara Criminal, cujos quatro réus ainda não foram julgados e respondem ao processo em liberdade. Um deles, Jean Alves de Souza, foi era soldado da PM e foi expulso da corporação em 2013. Já o irmão, Genilson Alves de Souza, que era tenente, foi colocado na reserva remunerada, como parte final de um processo administrativo aberto contra ele pelo Comando da PM.

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