Kátia Azevedo
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Agentes de saúde e de combate a endemias e comunidade do bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju) realizaram na manhã de ontem um protesto contra o atraso da entrega da unidade básica da Unidade de Saúde da Família Osvaldo Leite, demolida em maio do ano passado. De acordo com os manifestantes, a unidade seria entregue ontem, o que não aconteceu. Com a desativação do posto, o atendimento passou a ser feito no Centro de Saúde Elizabeth Pita. De acordo com os manifestantes, mais de 9 mil famílias eram atendidas na unidade que foi demolida.
Com a mudança para o posto Elizabeth Pita, os pacientes reclamam que houve uma diminuição na oferta de assistência. Já os profissionais que atuam no bairro alegam que houve sobrecarga de trabalho e que a qualidade do atendimento foi afetada. "No bairro Santa Maria são várias comunidades e o espaço disponibilizado pela prefeitura não tem estrutura para tanta gente", explica Roberto Messias da Silva, presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate a Endemias do Município de Aracaju (Sacema).
De acordo com ele, cerca de 500 pessoas participaram da manifestação, entre moradores e profissionais da saúde. O protesto foi motivado pelo atraso da construção do posto, cuja obra é avaliada em mais de R$ 800 mil. Roberto enfatiza que até agora a promessa de erguer o prédio do local ainda não foi cumprida. "A comunidade está sofrendo com este problema e a prefeitura não se manifesta sobre o assunto", destacou.
Esta não é a primeira vez que a comunidade protesta contra a situação. No mês passado, moradores e agentes de saúde protestaram para cobrar da prefeitura o início das obras. Agora a comunidade pretende acionar a prefeitura na justiça e está sendo feito um abaixo assinado que será entregue para a Promotoria dos Direitos à Saúde do Ministério Público Estadual (MPE) nesta quarta-feira, quando haverá audiência sobre o assunto.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que o atraso ocorreu em decorrência das empresas licitadas terem desistido da obra, mas o órgão já tem um novo processo em andamento. Também foi justificada a demolição do posto, que estava deteriorado. Outra informação é que a assistência está sendo garantida provisoriamente no posto Elizabeth Pita.
Mobilizações – Em greve desde o dia 14 de janeiro, os agentes de saúde e combate a endemias continuam mobilizados para que a prefeitura receba a categoria em audiência com o objetivo de apresentar uma posição sobre o pagamento de incentivo de custeio no valor de R$ 950, como prevê portaria federal sobre o desempenho das atividades realizadas pelos profissionais.
Hoje, o Sacema promoverá uma caminhada a partir das 7h. A concentração será na praça principal do bairro Santos Dumont. No domingo, a partir das 7h, a categoria vai realizar uma caminhada pelos arcos da Orla de Atalaia em direção a Passarela do Caranguejo.


