Ai, Eurico!

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
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Ache ruim quem quiser… O principal monumento da capital sergipana é mesmo o caranguejo em fibra de vidro fotografado pelos turistas a caminho de bares e restaurantes, na orla de Atalaia.
Sim, refiro-me ao crustáceo gigante e, falando francamente, um tanto cafona, que sinaliza a Passarela do Caranguejo. Salvo engano, não há placa informando o autor da escultura, nem a data de instalação da obra. Diferente do Caju de Eurico Luiz, um dos nossos maiores artistas visuais, entretanto, o monumento involuntário chama a atenção de todos, nativos e visitantes.
Outro dia, o vídeo de um turista baiano com a cabeça presa na pata do nosso caranguejo viralizou nas redes. Não convém atermo-nos, aqui, ao absurdo da situação. Importa, isso sim, salientar a potência do bicho no imaginário do lugar.
Já passa da hora de o poder público local assumir o valor simbólico do tal Caranguejo na paisagem afetiva da capital sergipana. Para tanto, seria necessário fazer pouco. O autor daquela escultura deu um tiro no escuro e acertou em cheio. Uma placa informativa, um projeto adequado de iluminação, bastaria para dar ao já feito o status merecido de uma instalação genuína. A turistada ficaria grata.
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