Ampliação da ponte do Poxim alivia trânsito

No total, a ponte possui uma extensão de 160 m. Para viabilizar a obra, a Prefeitura celebrou financiamento com a Caixa Econômica Federal, por meio do programa Pró-Transportes.

Requalificar os equipamentos públicos e adaptá-los à demanda dos novos tempos é um dos grandes desafios das cidades modernas. Neste sentido, a Prefeitura de Aracaju está investindo cerca de R$ 21 milhões na execução do projeto de ampliação da ponte Juscelino Kubitschek, no bairro Farolândia, situada sobre o Rio Poxim.
O serviço irá aprimorar a mobilidade urbana naquele trecho e, por consequência, em toda a região. A Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), responsável pela obra, promove a ampliação da ponte em mais 4 m de largura, implantando uma faixa de rolamento em cada um dos seus sentidos, ciclovia e pista para pedestres.
No total, a ponte possui uma extensão de 160 m. Para viabilizar a obra, a Prefeitura celebrou financiamento com a Caixa Econômica Federal, por meio do programa Pró-Transportes. Para o secretário municipal da Infraestrutura e presidente da Emurb, Sérgio Ferrari, o equipamento mudará a dinâmica do trânsito no local.
“O que acontecia ali era um afunilamento bastante problemático. A avenida Governador Paulo Barreto de Menezes possui três faixas de rolamento em seus dois sentidos e, ao chegar na ponte, eram apenas duas faixas. Então, o fluxo ficava muito ruim, causando transtornos e até acidentes. Realmente essa era uma intervenção bastante necessária, já que o tráfego ali é bastante intenso durante praticamente todo o dia. Estamos preparando a cidade para o futuro, fazendo de Aracaju uma capital moderna, integrada e inteligente”, salienta Ferrari.

Obra – Atualmente, o serviço está sendo executado no sentido praias, avançando na última etapa da concretagem da estrutura. Depois, será feita uma contenção em gabião, o aterro e, por fim, a pavimentação asfáltica da via.
Já no sentido Centro, a Emurb aguarda a cura do concreto para mudar as treliças para a outra cabeceira da ponte, e montar a estrutura para realizar a concretagem do outro lado, mas no mesmo sentido.
“Esse tipo de obra geralmente é muito interessante. Na Engenharia, quando você faz uma ponte ou um viaduto, o nome que se dá é obra de arte porque ela foge dos conceitos tradicionais da construção. Isso envolve, no início da obra, cravar estacas no solo do rio, então possui uma complexidade maior do que as obras consideradas normais, e é um trabalho quase que invisível, que ninguém vê. Nestes casos, é preciso de todo um aparato náutico, com balsa para fazer a cravação das estacas, depois precisa concretar e colocar ferragem. Eu diria que essa obra é a mais complexa que temos realizado porque, inclusive, ela fica em um local com muito trânsito, e isso demanda um aparato logístico para desviar o tráfego e minimizar os transtornos”, explica Ferrari.

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