Ana Lúcia anuncia que Jackson Barreto criará Comissão da Verdade em Sergipe

Um passo importante para a democracia e para o direito à memória e à verdade foi anunciado pela deputada estadual Ana Lúcia na tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira, 16:  O Governador Jackson Barreto já está articulando a criação da Comissão da Verdade no Âmbito do Estado de Sergipe. A criação é fruto da indicação 43/2014, apresentada pela deputada Ana Lúcia e aprovada pela Alese em março deste ano.

"Nosso governador me telefonou avisando que já está providenciando e formatando a comissão para anunciar à sociedade. Conhecendo a história de luta pela democracia que permeou toda a história do nosso governador Jackson Barreto, tinha convicção de que ele não se furtaria de implementar estas e outras propostas que sirvam para aprofundar a liberdade e os direitos", avaliou Ana Lúcia, complementando que Jackson Barreto recebeu sua indicação e encaminhou esta grande responsabilidade para o professor Antônio Bittencourt, coordenador de Direitos Humanos da Seides.

"As lembranças da repressão permanecem vivas na memória dos sobreviventes da perseguição e da tortura. O desejo de reparação permanece vivo para os familiares dos militantes políticos, intelectuais e artistas injustiçados e perseguidos pela ditadura e para todos aqueles que acreditam na democracia. Esta é, portanto, uma excelente notícia, principalmente para aqueles que lutaram e deram suas vidas pela defesa da democracia; para aqueles que resistiram, acreditando que a democracia é o que liberta", apontou a parlamentar, que é conhecida por seu engajamento na luta em defesa do direito à memória e à verdade em Sergipe.

Para a parlamentar, o objetivo da Comissão é ajudar a sociedade entender e reconhecer eventos passados para que não voltemos a vivenciar períodos de terror como os da ditadura militar, quando agentes que representavam o governo promoveram prisões, extradições, torturas e mortes de intelectuais, artistas, jornalistas e militantes sociais que se opuseram ao regime ou que ‘ousaram’ se organizar.

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