Ana Lúcia denuncia atraso de salários dos professores de Riachão

Os professores da rede municipal de Riachão do Dantas ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa na terça-feira, 02, para acompanhar o pronunciamento da deputada estadual Ana Lúcia (PT) em defesa da categoria. Em greve desde o último dia 14, os professores ainda estão sem receber os salários de novembro e denunciam, além dos atrasos nos pagamentos, irregularidades no transporte escolar e precariedade na estrutura física das escolas da rede.
O professor Walteir Nascimento Souza, delegado sindical do Sintese, conta que a previsão é de que os educadores de Riachão do Dantas recebam seus salários de novembro apenas no dia 20 de dezembro e os vencimentos de dezembro somente em janeiro de 2015. Com relação ao décimo terceiro salário, a informação dos educadores é de que o pagamento será de apenas 30% até o dia 30 de dezembro e, a depender da disponibilidade de recursos, o gestor municipal poderá não pagar o restante do valor em 2015.
"Isso gera uma instabilidade financeira e familiar muito grande para os professores e professoras", lamentou a deputada Ana Lúcia. "A crise gerada é imensa e afeta não apenas a vida de cada educador, de cada educadora, mas também da sociedade como um todo, pois as consequências afetam inclusive a economia do município", defendeu.
A deputada Ana Lúcia esclareceu que os atrasos salariais não ocorrem apenas em Riachão, mas em outros 25 municípios sergipanos. Neste sentido, a parlamentar pediu auxílio aos colegas deputados membros da Comissão de Educação da Alese a fim de mediar os conflitos em todos estes locais que apresentam irregularidades. "Pedimos o apoio dos colegas para não apenas pedir audiência com prefeito de Riachão, mas para que possamos mediar um encontro entre a gestão e a comissão eleita pelos professores que negociam e que conhecem o cenário municipal", defendeu.
Parcelamento de salários – Para os educadores de Riachão, outra situação grave é o fato de que a prefeitura tem parcelado, como numa roleta russa, o pagamento dos salários dos professores. O gestor realiza um sorteio e escolhe grupos de professores que recebem em três datas diferentes: nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. "O objetivo da prefeitura é dividir a classe, para que aqueles professores que receberam seus salários voltem às salas de aula, enfraquecendo a greve e a luta daqueles que ainda estão sem receber", lamentou a professora da rede municipal e membro da comissão de negociação do Sintese, Ana Paula Santos Almeida.
Ela explica que a categoria já se reuniu, mediante articulação da deputada Ana Lúcia e da presidenta do Sintese, Ângela Melo, com os secretários e com alguns vereadores que estão preocupados com a situação dos professores. "Mas até o momento, o prefeito não nos chamou para conversar", contou.

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