No atual cenário financeiro pelo qual passa o país, estados e municípios convivem, diariamente, com a árdua tarefa de "esticar" os recursos ao máximo, exatamente como faz uma dona de casa na hora de administrar o orçamento. É um tal de negociar aqui, cortar gastos ali, tudo para que ao final do mês as contas estejam pagas e, na melhor das hipóteses, sobre um dinheirinho em caixa. Quando isso acontece, seja a chefe familiar ou o gestor público, pode dizer que cumpriu o dever de casa.
. Depois de receber a administração com total desequilíbrio das finanças, o prefeito Edvaldo Nogueira determinou a redução de todos os gastos possíveis. O resultado? "A capital é a primeira do Nordeste e a segunda do país a diminuir as despesas correntes, levando-se em conta os dados consolidados referentes ao terceiro bimestre de 2017, comparando com o mesmo período do ano anterior", informa o secretário da Fazenda, Jeferson Passos.
De acordo com o sistema de Finanças Brasileiras da Secretaria do Tesouro Nacional (Finbra), o índice total de redução em Aracaju chega a -20,50%, ficando atrás somente da cidade de Porto Velho, que atingiu a marca de -23,27%. "As despesas correntes são aquelas realizadas para custear o funcionamento das secretarias. Ou seja, o corte feito não influenciou no andamento dos serviços ofertados à população, mas foi fruto de um contingenciamento que identificou e reduziu gastos considerados desnecessários ou feitos em excesso. Uma prioridade da política financeira desta gestão", enfatizou o secretário.
O controle e a melhor alocação de recursos para a efetivação dos gastos no município continuam sendo feitos de forma bastante efetiva. Para se ter ideia, nos últimos noves meses do ano, a prefeitura atingiu uma redução das despesas correntes ligadas ao custeio da ordem de R$ 49 milhões – nesta conta não estão computadas as despesas com pessoal -, de onde se pode destacar alguns exemplos que demonstram claramente como este controle vem sendo efetivado.


