Aracaju não tem nenhum bairro com alta infestação do aedes aegypti

Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde: dos 48 bairros, 25 foram classificados com baixo risco e 23 bairros com médio risco (alerta) (Sérgio Silva/PMA)
Milton Alves Júnior
 
Foi divulgado no início da manhã de ontem o primeiro levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), deste ano. Análises coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), indicam que, ao atingir um índice de infestação geral de 1,0, a cidade de Aracaju enfrenta atualmente médio risco para surtos ou epidemias. A preocupação por parte da administração municipal envolve o representativo índice de evolução dos casos se comparado ao último LIRAa de 2023. A análise apresentada ontem representa um aumento de 25%; o último estudo realizado no ano passado apontou índice de 0,8, apurado como o menor dos últimos 20 anos. O levantamento de índice de infestação pode ser classificado em três níveis: baixo (de 0,0% a 0,9%), médio (de 1,0% a 3,9%) e alto (acima de 4,0%).
“Dos 48 bairros de Aracaju, 25 bairros foram classificados com baixo risco (satisfatório), 23 bairros com médio risco (alerta) e nenhum bairro classificado como alto risco. O LIRAa é realizado a cada dois meses e serve como uma ferramenta de monitoramento da presença da larva do aedes, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya. Com base nos dados coletados, a Secretaria estabelece um levantamento dos principais focos do mosquito, bairros com maiores índices, e, a partir disso, traça as estratégias de combate ao vetor como fumacê costal, mutirões de limpeza, eliminação de focos e conscientização da população”, informou a Prefeitura de Aracaju. Ações de combate ao mosquito serão intensificadas para minimizar o risco de epidemia.
Ainda segundo a administração da capital sergipana, este plano de intensificação de controle do Aedes Aegypti tem como objetivo prevenir e controlar processos epidêmicos e evitar a ocorrência de óbitos e complicações pelas doenças transmitidas pelo vetor. Desta forma, a meta é reduzir a menos de 1% a infestação predial nos bairros que apresentaram risco alto e muito alto no ano de 2023. Para combater a proliferação do mosquito, as orientações são as mesmas compartilhadas pela Saúde Pública ao longo das últimas duas décadas: não deixar água parada; revirar pneus, garrafas e vasilhas que contribuam para o acúmulo de água; botar areia nos arredores de potes de plantas; além de ser solícito aos agentes de combate a endemias.
Neste ano, em Aracaju, foram notificados, até o momento, 160 casos de dengue, 25 de chikungunya e 3 de zika; destes, foram confirmados, 7 casos de dengue, 5 de chikungunya e nenhum de zika. Se comparado ao mesmo período de 2023, que corresponde às primeiras cinco semanas do ano, houve uma queda de 50,7% dos casos de dengue, 88,3%, de chikungunya e 25%, de zika. No total, houve uma redução de 66% dos casos de arboviroses em Aracaju.
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