Aracaju está, novamente, entre as cidades com baixo risco para o aparecimento de surtos ou epidemias de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O dado foi divulgado na manhã desta segunda-feira, pelo prefeito Edvaldo Nogueira, durante a apresentação dos resultados da 6ª avaliação epidemiológica realizada na capital sergipana em 2019. Segundo o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), a capital voltou a alcançar 0,9 de Índice Predial em novembro, representando uma queda de mais de 64% em relação a julho, quando a cidade teve o maior pico registrado no LIRAa (2,6).
Com isso, a capital registra o melhor resultado do ano na avaliação, o que demonstra, mais uma vez, a eficácia do Plano de Intensificação de Combate ao Aedes aegypti. "No 4º LIRAa, a cidade estava com 2,6 e agora, estamos com 0,9, o que significa que estamos com baixo risco. Isso é uma grande vitória porque Aracaju não teve epidemia. Aumentaram os casos, mas nós conseguimos controlar com todo o trabalho que colocamos em prática. Passamos a realizar mutirões aos sábados, incluímos as visitas noturnas às residências que estavam fechadas durante o dia, envolvemos os agentes de limpeza no combate, usamos a tecnologia, enfim, realizamos uma verdadeira força-tarefa e conseguimos baixar o LIRAa, então estou muito feliz", destacou o prefeito.
Os dados apontados no último ciclo de 2019 revelam que, dos 43 bairros de Aracaju, 26 apresentam baixo risco, o que representa 60% das localidades. A análise também mostra que 15 estão com médio risco e, apenas, dois bairros, com alto risco, sendo eles o Cidade Nova e o Dom Luciano. O levantamento também assinala para outra mudança: o percentual de criadouros para o Aedes aegypti. Enquanto no 5º LIRAa 5,5% das larvas eram encontradas em locais com acúmulo de lixo (terrenos baldios e pontos de descarte irregular de lixo), na última análise foi verificado que somente 2% dos focos permaneceram nessas áreas.


