Kátia Azevedo
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O sistema de notificação do Ministério da Saúde registrou até às 13:30hs da última sexta-feira, 16, 442 casos de dengue este ano na cidade de Aracaju. Deste total, 178 foram confirmados.
Segundo explicações da Vigilância Epidemiológica de Aracaju, os resultados mensais revelam que há um controle da doença na capital sergipana. "Avaliando mês a mês observamos que tivemos 159 casos notificados só em abril e estamos agora no mês de maio com 25 notificações. Verificamos uma queda no número de notificações a cada semana", revela Taise Cavalcante, coordenadora do Programa Municipal do Controle da Dengue.
Ainda sobre as notificações, Taise ressalta que em 2014 o Ministério da Saúde vem adotando um novo conceito de caso suspeito de dengue com o acréscimo de náuseas e vômitos também como sintomas, que juntos à febre ou dor nos olhos, dor de cabeça, exantemas, dor muscular, dor nas articulações e a pessoa ter estado ou viva em uma área que esteja ocorrendo a transmissão da dengue nos últimos 14 dias poderá ser considerado um caso suspeito de dengue. "Sendo que apenas febre e dois sintomas destes relatados já se notifica como um caso de suspeito de dengue", informa.
Apesar da redução expressiva, a infestação da dengue no período chuvoso e da mudança de estação ainda preocupa. Taise ressalta a importância de a população estar em alerta para dar continuidade às ações preventivas. Ela lembra que as chuvas em qualquer época do ano contribuem para o aumento de criadouros do Aedes aegypti, locais onde o mosquito vai se desenvolver em um momento da sua vida para daí se transformar em mosquito adulto transmissor da doença. "Então os cuidados devem ser redobrados para evitar locais que acumulem água limpa e parada e vá servir de criadouro do mosquito. No período do inverno o clima mais frio faz com que este desenvolvimento para se transformar em mosquito adulto se prolongue um pouco, levando mais de 15 dias até 30 dias, tempo suficiente para que as pessoas possam eliminar todo local que esteja com água limpa e parada, o que poderá diminuir o número de casos de dengue", orienta.
Ela destacou ainda que no verão o desenvolvimento do mosquito também exige cuidados e que durante esta fase a infestação do Aedes Aegypti pode ser até em 5 dias, sendo o período do ano de transmissão mais rápida da doença. Taise lembra que o problema maior de Aracaju são os depósitos ao nível de solo, a exemplo de tanques, lavanderias, tonéis e baldes que servem de reservatório de água e que não possuem cobertura para evitar que o mosquito coloque seus ovos.
"As orientações sobre a prevenção de locais que não acumulem água devem ser para todo o ano e todas as estações. No momento de inverno favorece mais ainda o cuidado, pois temos tempo de eliminar locais que acumulem água limpa e parada antes que a larva se transforme em mosquito adulto", enfatiza.
Sobre o impacto da greve dos agentes de endemias nas ações de prevenção, Taise ressaltou que os agentes de endemias que trabalham nos Programas Municipais de Controle da Dengue (PMCD) no Brasil têm toda uma programação de visitas dentro de cada bairro que devem ser realizadas por ciclos. São 6 ciclos durante um ano. Ela destacou que toda e qualquer paralisação interfere na programação normal de trabalho, mas lembrou que a prevenção e controle da dengue em um município dependem de ações de vários setores e principalmente do cidadão que precisa fazer sua parte para evitar locais que sirvam de criadouro do mosquito. A coordenadora destaca alguns exemplos como lixo sendo colocado em locais corretos pela população, o serviço de coleta de lixo funcionando e distribuição de água encanada para toda a população para que não seja necessário armazenar água para consumo próprio de forma irregular. "O morador deve ter o cuidado dentro de sua casa para evitar pequenos depósitos de água como pratos de plantas, pratos de água de animais de estimação, brinquedos e pneus colocados nos quintais sem cobertura, o que vai favorecer o acúmulo de água com as chuvas. O combate a dengue é um problema de todos", alerta.


