Aracaju tem o 68º PIB entre as 100 maiores cidades do país

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com os órgãos estaduais de estatística, as Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), divulgou ontem, 17, as estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios.
O PIB, segundo o IBGE, é apresentado, a preços correntes, os valores adicionados brutos dos três grandes setores de atividade econômica – Agropecuária, Indústria e Serviços – bem como os impostos, líquidos de subsídios, o PIB e o PIB per capita em 2011. Apesar de estar inserido no setor de Serviços, divulga-se também o valor adicionado bruto da administração, saúde e educação públicas e seguridade social em separado, devido à relevância deste segmento na economia municipal.
A capital sergipana ocupa a 68º posição no ranking nacional dos 100 maiores municípios, concentrando 52,84% do PIB de Sergipe, segundo o IBGE 2011. A boa notícia é que alguns municípios sergipanos aparecem com crescimento do PIB devido à alta no preço do barril de petróleo que continua influenciando as principais mudanças nas participações dos municípios no PIB nacional.
De acordo com o economista Luiz Moura, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve fenômenos que fizeram Aracaju ver a diminuição do PIB. "A participação de Aracaju no ranking nacional não é o fator principal. O que devemos observar é o movimento de alguns municípios sergipanos devido à política de atração de indústrias, o que resulta na melhor frente de riqueza do Estado", destacou Moura. Um exemplo desse crescimento aconteceu em Nossa Senhora do Socorro, que tinha participação no PIB do estado de 7,54% em 2010 e no ano seguinte foi para 8,06%.
A Barra dos Coqueiros também cresceu na participação do estado e saiu de 1,03% para 1,22%. "Nesse caso, o município foi influenciado pelo setor imobiliário", explicou o economista. Devido à riqueza mineral, a cidade de Carmópolis foi uma das que também teve participação maior. Em 2010 tinha 1,67% e em 2011 subiu para 2,08%.
Ainda no tocante à riqueza mineral, para o economista caso se confirme a descoberta de mais petróleo no litoral, Aracaju terá um dos maiores PIB do país.
Em Aracaju, o principal impulsionador do PIB é o setor de serviços – educação, saúde, administração pública – que conta com participação de R$ 6 bilhões. Apenas na administração pública, o PIB chega a R$ 1 bilhão, o que coloca a cidade na 31ª colocação, entre os principais municípios brasileiros. "Isso demonstra a força da administração pública que está concentrada em Aracaju", observou Luiz Moura.

Brasil – Na maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste os cinco maiores PIB municipais concentravam mais do que 50% do PIB estadual. As exceções foram Tocantins e Bahia, com 46,1% e 42,6%, respectivamente. O Sudeste não apresentou padrão específico, sendo que os cinco maiores PIB municipais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro concentravam 61,2% e 65,0%, respectivamente, do PIB dos seus estados. Nas regiões Sul e Centro-Oeste do país, essa concentração não alcançava 50%, exceto em Mato Grosso do Sul, que apresentou concentração de 56,8% e, em Goiás, 50,7%.

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