Quinta, 20 De Junho De 2024
       
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As mulheres exercem papel secundário na política sergipana


Publicado em 16 de setembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Nas eleições municipais de 2020, a candidata Danielle Garcia (Cidadania) disputou o segundo turno contra Edvaldo Nogueira (PDT), que acabou reeleito. O simples fato de levar o pleito para o segundo turno poderia ser considerado uma vitória, já que Edvaldo era amplamente favorito e disputava o quarto mandato.
No segundo turno, a disputa foi mais equilibrada, a votação de Danielle cresceu, mas o prefeito garantiu a reeleição com certa tranquilidade – Edvaldo obteve 150.823 votos, o que corresponde a 57,86% dos votos válidos. Danielle Garcia alcançou 109.864 votos.
A nível nacional, as eleições de 2020 registraram um recorde de candidaturas femininas na disputa pelas prefeituras e câmaras municipais, e o total de mulheres eleitas e reeleitas também cresceu.
De um modo geral, a participação feminina na política já caminha para além do cumprimento da cota obrigatória de 30% reservada pelos partidos. De acordo com a Justiça Eleitoral, no pleito deste ano as mulheres representam 33,6% do total de 557.389 candidaturas, superando o maior índice das três últimas eleições, que não passou de 32%.
Em Sergipe 12 das 74 prefeituras passaram a ser comandadas por mulheres em 2020: Capela: Silvany (PSC) – 39.03%; Carmópolis: Esmeralda (PSD) – 48,12%; Divina Pastora: Clara Rollemberg (PP) – 58,33%; Japaratuba: Lara (PSC) – 55,88%; Lagarto: Hilda (Solidariedade) – 48,80%; Monte Alegre: Nena de Luciano (PP) – 44,61%; Nossa Senhora Aparecida: Jeane da Farmácia (PL) – 55,62%; Nossa Senhora da Glória: Luana Oliveira (PSD) – 70,24%; Pacatuba: Manuela Martins (PSC) – 51,07%; Pedrinhas: France de Domingos (PSB) – 51,93%; Riachão do Dantas: Simone Andrade (PSD) – 74,58%; e, São Francisco: Alba de Ailton (MDB) – 54,72%.
Para as eleições municipais de 2024, o governador Fábio Mitidieri (PSD) confirmou que caberá ao prefeito Edvaldo Nogueira a indicação do candidato governista à sua sucessão. A responsabilidade do prefeito é garantir a unidade do grupo, e isso só seria possível com uma chapa que tivesse visibilidade eleitoral.
No início das discussões sobre 2024, Edvaldo apresentou os três nomes do PDT: o secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Roberto, que por muitos anos presidiu a Emsurb, empresa responsável pela coleta de lixo, e os secretários municipais Jeferson Passos (Fazenda) e Waneska Barboza (Saúde). O único já testado nas urnas é Luiz Roberto, que em 2022 obteve 35 mil votos como candidato a deputado federal com o apoio ostensivo do prefeito.
Mesmo tendo incluído Waneska na sua lista, ninguém acredita que Edvaldo faça essa opção. A tendência é que seja apresentado o nome de Luiz Roberto, cabendo a Mitidieri e aos demais aliados a indicação do candidato a vice-prefeito. Nesse caso, a opção tende a ser o da delegada Danielle, atual secretária de Estado de Políticas para as Mulheres.
Mais uma vez a mulher, maioria do eleitorado, ficaria com um posto secundário, independente do percentual que venha a ter nas pesquisas a serem feitas às vésperas das convenções. Essa é uma prática comum no estado. Em 2018, Eliane Aquino (PT), viúva do ex-governador Marcelo Déda, acabou levada a aceitar a vice na chapa de Belivaldo Chagas, quando apresentava boas perspectivas eleitorais para ela própria ser a candidata a governadora. Hoje descarta a possibilidade de vir a disputar a Prefeitura de Aracaju.
A ex-senadora Maria do Carmo Alves, por muitos anos, foi o principal nome feminino na política sergipana. Maria se aposentou, mas ainda não surgiu uma liderança forte para herdar essa posição de liderança.
Além das prefeitas, Sergipe elegeu em 2022 as deputadas federais Yandra Moura e Katarina Feitoza, as deputadas estaduais Maysa Mitidieri, Lidiane Lucena, Carminha, Áurea Ribeiro e Linda Brasil. Dessas, apenas Linda, do Psol, foi eleita sem a influência de caciques políticos da família. Em 2020, Aracaju elegeu as vereadoras Emília Correa (Patriota), Sheyla Galba (Cidadania), Professora Ângela (PT) e Sônia Mary (Psol).
Emília, que se apresentava como virtual candidata a prefeita pelo campo conservador, hoje não dá mais certeza de sua candidatura, mesmo apresentando bom desempenho nas pesquisas realizadas até agora.
As mulheres continuarão ocupando papéis secundários nas eleições de 2024 no estado.

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