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Até tu, Dorival?


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Publicado em 22 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Antonio Passos

Após conquistar uma excelente reputação à frente de Flamengo e São Paulo, Dorival Júnior fez um gol contra ao anunciar a primeira convocação como técnico da seleção brasileira de futebol masculino.
Com introdução de uns gatos pingados para disfarçar, os convocados foram os mesmos fantoches de sempre: atletas medianos robotizados pelo futebol europeu.
Decepção semelhante já tinha sido protagonizada por Fernando Diniz, que na curta passagem treinando o escrete canarinho pouco realizou além do enfadonho mais do mesmo.
Rememorando os dois mais recentes técnicos e chegando ao atual, a crise cultural instalada na CBF tornou-se explícita com Tite, foi avalizada por Diniz e agora encontra guarida também sob as asas de Dorival.
O aspecto mais visível do desmantelo é o retumbante desprezo por atletas que jogam no Brasil em favor da turba que atua nas praças endinheiradas do futebol mundial.
As más-línguas dizem que as convocações são feitas por empresários, que não passam de grandes negociatas internacionais. Melhor não acreditar nisso, embora as sucessivas listas de convocados insistam em reanimar a fofoca.
Fato é que quase todos os escolhidos são atletas maçantes, produzidos ou conformados em série para a manutenção da acirrada disputa física que domina o esporte na Europa e áreas de influência. Além de não disporem da refinada técnica que é marca histórica do nosso futebol, também são todos previsíveis, pois, amplamente conhecidos entre os nossos principais adversários.
Caso fossem colocados em campo onze titulares que atuam no Brasil os técnicos das outras seleções, ao menos, precisariam estudar o nosso time para evitar serem pegos com as calças na mão.
O nó das convocações viciadas é tão maléfico que quem se livra dele rende mais. Diniz que sucumbiu na seleção costuma tirar leite de pedra no Fluminense. Tite, que perdeu duas copas seguidas jogando um futebol burocrático, começa a apresentar um Flamengo que dá gosto.
Bom, agora me respondam uma coisa: como é que com Arrascaeta e De la Cruz no meio de campo, além de Varela e Vinã pelas laterais, a torcida do Flamengo vai deixar de vibrar com a seleção do Uruguai para torcer pelos desconhecidos do Brasil?
Dorival, entretanto, teve uma enorme “sorte”. Um anjo das pernas tortas resolveu interceder a favor do Brasil e providenciou uns tropeços entre os “euroboys”. Assim, foram chamados o zagueiro Fabrício Bruno do Flamengo e o goleiro Léo Jardim do Vasco.
Oxalá o anjo travesso convença o treinador estreante a não castigar os jogadores dos clubes brasileiros, deixando-os criar mofo no banco de reservas.

* Antonio Passos é jornalista

 

 

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