Atendimento no Hospital São José é suspenso mais uma vez

 

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Com um débito de Rmce_markernbsp;
2.933.986,00, o servi
ço de urgência e emergência do Hospital São José deixa de atender todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é a segunda vez que a unidade suspende os serviços após a Prefeitura de Aracaju não arcar com as responsabilidades financeiras firmadas com o HJS. Conforme garantido pela direção do hospital, a cada novo dia de interrupção cerca de 100 pacientes sergipanos deixam de ser atendidos no local. Essa determinação administrativa já foi comunicada oficialmente aos órgãos de fiscalização jurídica e ocorre por tempo indeterminado.
A paralisação foi iniciada na manhã de ontem e, de acordo com o gerente administrativo Fúlvio Leite, os serviços de urgência, saúde mental, psiquiatria, otorrinolaringologia e cirurgias de fissuras estão suspensos. O gestor pede que a PMA busque medidas emergenciais para quitar a dívida a fim de evitar que outras centenas de pacientes sejam prejudicadas com a interrupção das consultas e demais atendimentos. Assim como ocorreu no último dia 20 de agosto, quando o HJS também parou as atividades, apenas os serviços particulares seguem respeitando o cronograma diário de atendimentos sem nenhum indício de irregularidade.
"Somos pressionados pelos usuários do sistema, mas não temos mais condições de garantir a continuidade dos serviços sem que a demanda financeira seja respeitada. As contas seguem acumulando em bola de neve e não podemos aceitar que esse montante continue apenas evoluindo", lamentou Fúlvio. O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da Promotoria de Direitos à Saúde, já foi comunicado da nova interrupção nos prontuários.
Em agosto o hospital decidiu suspender o movimento depois de o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju terem depositado R$ 162 mil, e R$ 550 mil respectivamente. O HJS alega que desde então nenhum novo repasse foi atribuído. Ainda de acordo com o gerente administrativo: "a gestão pública precisa entender que o Hospital São José é a única urgência de psiquiatria do Estado, único serviço de otorrinolaringologia de implante coclear e única nos serviços de fissura palatina. Nossa atuação é essencial, então precisamos de comprometimento mensal com as quitações financeiras. Sem esse respeito será difícil reiniciar os atendimentos para o SUS".
Como o Governo do Estado também possui parcelas a serem quitadas – conforme alegado pela direção hospitalar -, a Secretaria de Estado da Saúde informou que os repasses da SES para SMS estão em dia e continuam sendo efetuados todo dia 30 de cada mês. A SES reafirma que não tem contrato nenhum com o Hospital São José. A relação é entre a unidade e o município, que deve ser responsabilizado pelos atrasos nos repasses. A SES lamenta a falta de pagamento do município de Aracaju com seus prestadores, o que ocasiona paralisações e greves, fato que repercute na Rede Estadual, contribuindo negativamente para a migração de pacientes e o aumento da demanda no Huse.
Prefeitura – Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou por meio de nota que aguarda o repasse a ser promovido pela Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz). "Mesmo diante da crise, as duas pastas estão empenhadas em busca de uma solução o mais breve possível. A SMS também está aguardando o repasse da Secretaria de Estado da Saúde, para efetuá-lo, de imediato – para o hospital. As verbas repassadas pela Secretaria Municipal da Saúde ao Hospital São José, assim com os demais hospitais horizontais, são provenientes da União, Estado e Município ", informou.

Milton Alves Júnior

miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br


Com um débito de R$ 2.933.986,00, o serviço de urgência e emergência do Hospital São José deixa de atender todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é a segunda vez que a unidade suspende os serviços após a Prefeitura de Aracaju não arcar com as responsabilidades financeiras firmadas com o HJS. Conforme garantido pela direção do hospital, a cada novo dia de interrupção cerca de 100 pacientes sergipanos deixam de ser atendidos no local. Essa determinação administrativa já foi comunicada oficialmente aos órgãos de fiscalização jurídica e ocorre por tempo indeterminado.

A paralisação foi iniciada na manhã de ontem e, de acordo com o gerente administrativo Fúlvio Leite, os serviços de urgência, saúde mental, psiquiatria, otorrinolaringologia e cirurgias de fissuras estão suspensos. O gestor pede que a PMA busque medidas emergenciais para quitar a dívida a fim de evitar que outras centenas de pacientes sejam prejudicadas com a interrupção das consultas e demais atendimentos. Assim como ocorreu no último dia 20 de agosto, quando o HJS também parou as atividades, apenas os serviços particulares seguem respeitando o cronograma diário de atendimentos sem nenhum indício de irregularidade.

"Somos pressionados pelos usuários do sistema, mas não temos mais condições de garantir a continuidade dos serviços sem que a demanda financeira seja respeitada. As contas seguem acumulando em bola de neve e não podemos aceitar que esse montante continue apenas evoluindo", lamentou Fúlvio. O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da Promotoria de Direitos à Saúde, já foi comunicado da nova interrupção nos prontuários.

Em agosto o hospital decidiu suspender o movimento depois de o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju terem depositado R$ 162 mil, e R$ 550 mil respectivamente. O HJS alega que desde então nenhum novo repasse foi atribuído. Ainda de acordo com o gerente administrativo: "a gestão pública precisa entender que o Hospital São José é a única urgência de psiquiatria do Estado, único serviço de otorrinolaringologia de implante coclear e única nos serviços de fissura palatina. Nossa atuação é essencial, então precisamos de comprometimento mensal com as quitações financeiras. Sem esse respeito será difícil reiniciar os atendimentos para o SUS".

Como o Governo do Estado também possui parcelas a serem quitadas – conforme alegado pela direção hospitalar -, a Secretaria de Estado da Saúde informou que os repasses da SES para SMS estão em dia e continuam sendo efetuados todo dia 30 de cada mês. A SES reafirma que não tem contrato nenhum com o Hospital São José. A relação é entre a unidade e o município, que deve ser responsabilizado pelos atrasos nos repasses. A SES lamenta a falta de pagamento do município de Aracaju com seus prestadores, o que ocasiona paralisações e greves, fato que repercute na Rede Estadual, contribuindo negativamente para a migração de pacientes e o aumento da demanda no Huse.


Prefeitura – Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou por meio de nota que aguarda o repasse a ser promovido pela Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz). "Mesmo diante da crise, as duas pastas estão empenhadas em busca de uma solução o mais breve possível. A SMS também está aguardando o repasse da Secretaria de Estado da Saúde, para efetuá-lo, de imediato – para o hospital. As verbas repassadas pela Secretaria Municipal da Saúde ao Hospital São José, assim com os demais hospitais horizontais, são provenientes da União, Estado e Município ", informou.

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