Polícia ocupa presídio de Glória e acha até dinheiro

 

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Pressionado pelas três 
fugas ocorridas em 
menos de 15 dias, as quais resultaram no escape de 76 presos, o governo estadual decidiu reagir, ordenando que a Polícia Militar e o Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe) fizessem uma grande intervenção no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen),em Nossa Senhora da Glória (Sertão). Por volta das 5h30 de ontem, a unidade foi ocupada por cerca de 100 militares e agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), do Corpo de Bombeiros,do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), da Companhia Independente de Operações em Caatinga (Ciopac), do Comando de Operações Especiais (Coe), do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) e do Comando de Policiamento Militar do Interior (CPMI). 
Durante quase seis horas, os agentes percorreram todas as 42 celas das três alas que compõem o presídio, bem como toda a área externa. Todos os 351 presos que ainda estão lá detidos também foram abordados e revistados. Segundo a polícia, não houve incidentes ou reação dos detentos, apesar de alguns manifestarem surpresa inicial com a chegada da força-tarefa. Cães farejadores da PM também foram usados nas buscas. Após o término da ocupação, parte do efetivo permaneceu reforçando a segurança e garantindo a contenção dos presos, sendo o Gope dentro do presídio e a PM nas ruas de seu respectivo entorno. 
Segundo o balanço divulgado no começo da tarde pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), 24 celulares e 37 chips, com seus respectivos  carregadores, foram apreendidos dentro das celas, além de quantias de maconha, pedras de crack e cerca de 250 facas, facões, punhais, espetos e chuços, sendo alguns improvisados com ferragens retiradas da estrutura física do presídio. A descoberta mais surpreendente aconteceu em uma cela, onde os agentes encontraram cerca de R$ 8 mil em cédulas e moedas de pequeno valor. Um caderno com várias anotações de dados e valores também foi apreendido. 
A origem do dinheiro e o modo como ele foi ingressado no presídio ainda serão investigados, mas há a suspeita de que a quantia seria produto da venda de drogas ocorrida dentro da penitenciária. De acordo com a polícia, todo o material foi recolhido e levado para a Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória, que abrirá inquérito para apurar como as armas e o dinheiro seriam usados dentro da cadeia e se há alguma relação entre o dinheiro e as fugas recentes. 
Além de recolher armas, drogas e outros objetos ilegais, o objetivo foi detectar e fechar buracos ou túneis que estariam sendo escavados pelos detentos envolvidos em outras tentativas de fuga semelhantes às que aconteceram em 29 de setembro e 8 de outubro.  Nos dois casos, foi usado um túnel que interligava os fundos da antiga enfermaria do presidio a uma rua nos fundos da unidade. O buraco foi novamente fechado. 
De acordo com a assessoria da SSP, a decisão de ocupar o Preslen foi tomada na manhã desta segunda-feira, durante uma reunião entre os secretários estaduais de Justiça, Antônio Hora Filho, e de Segurança Pública, João Batista Santos Júnior. O encontro aconteceu na própria sede da SSP e foi cercado de sigilo, sem a presença da imprensa e sem informações sobre o que foi discutido. A notícia de que os secretários se reuniram para planejar a intervenção no Preslen só foi confirmada ontem, quando a operação já estava em andamento. De acordo com João Batista, o principal objetivo foi pacificar o presídio e evitar fugas. 
"Elas atrapalham a estrutura do sistema e reverberam no aumento dos índices de violência em todo o Estado, já que os criminosos voltarão a delinquir. Foi um trabalho concatenado entre as diferentes secretarias, mas que lidam com a segurança pública permitiu o êxito da ação. As dificuldades com o sistema prisional não é realidade exclusiva de Sergipe. Em todo o país, é um dos principais problemas que envolvem a segurança pública, e, diante do cenário, já projeta-se a avocação de recursos para construção de novas unidades prisionais nos estados", afirmouo secretário, por meio da assessoria da SSP.
Na rua – Ao todo, 77 detentos escaparam do Preslen nas três fugas em massa ocorridas nas últimas semanas. Desse total, 17 já foram recapturados pelas polícias Civil e Militar, incluindo todos os seis homens que saíram na madrugada desta segunda, após escalarem as muralhas da área externa e cortarem as concertinas de arame. Todos foram detidos em cidades e povoados da região, sendo transferidos para outras unidades prisionais do interior do Estado. Entre os ainda foragidos, estão presos considerados muito perigosos que já foram condenados por crimes de homicídio. Um deles é Adriano de Jesus Santos, o ‘Adrianinho’, apontado como autor de mais de 17 assassinatos na região de Itabaiana. 

Gabriel Damásio

gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br


Pressionado pelas três fugas ocorridas em menos de 15 dias, as quais resultaram no escape de 76 presos, o governo estadual decidiu reagir, ordenando que a Polícia Militar e o Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe) fizessem uma grande intervenção no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen),em Nossa Senhora da Glória (Sertão). Por volta das 5h30 de ontem, a unidade foi ocupada por cerca de 100 militares e agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), do Corpo de Bombeiros,do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), da Companhia Independente de Operações em Caatinga (Ciopac), do Comando de Operações Especiais (Coe), do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) e do Comando de Policiamento Militar do Interior (CPMI). 

Durante quase seis horas, os agentes percorreram todas as 42 celas das três alas que compõem o presídio, bem como toda a área externa. Todos os 351 presos que ainda estão lá detidos também foram abordados e revistados. Segundo a polícia, não houve incidentes ou reação dos detentos, apesar de alguns manifestarem surpresa inicial com a chegada da força-tarefa. Cães farejadores da PM também foram usados nas buscas. Após o término da ocupação, parte do efetivo permaneceu reforçando a segurança e garantindo a contenção dos presos, sendo o Gope dentro do presídio e a PM nas ruas de seu respectivo entorno. 

Segundo o balanço divulgado no começo da tarde pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), 24 celulares e 37 chips, com seus respectivos  carregadores, foram apreendidos dentro das celas, além de quantias de maconha, pedras de crack e cerca de 250 facas, facões, punhais, espetos e chuços, sendo alguns improvisados com ferragens retiradas da estrutura física do presídio. A descoberta mais surpreendente aconteceu em uma cela, onde os agentes encontraram cerca de R$ 8 mil em cédulas e moedas de pequeno valor. Um caderno com várias anotações de dados e valores também foi apreendido. 

A origem do dinheiro e o modo como ele foi ingressado no presídio ainda serão investigados, mas há a suspeita de que a quantia seria produto da venda de drogas ocorrida dentro da penitenciária. De acordo com a polícia, todo o material foi recolhido e levado para a Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória, que abrirá inquérito para apurar como as armas e o dinheiro seriam usados dentro da cadeia e se há alguma relação entre o dinheiro e as fugas recentes. 

Além de recolher armas, drogas e outros objetos ilegais, o objetivo foi detectar e fechar buracos ou túneis que estariam sendo escavados pelos detentos envolvidos em outras tentativas de fuga semelhantes às que aconteceram em 29 de setembro e 8 de outubro.  Nos dois casos, foi usado um túnel que interligava os fundos da antiga enfermaria do presidio a uma rua nos fundos da unidade. O buraco foi novamente fechado. 

De acordo com a assessoria da SSP, a decisão de ocupar o Preslen foi tomada na manhã desta segunda-feira, durante uma reunião entre os secretários estaduais de Justiça, Antônio Hora Filho, e de Segurança Pública, João Batista Santos Júnior. O encontro aconteceu na própria sede da SSP e foi cercado de sigilo, sem a presença da imprensa e sem informações sobre o que foi discutido. A notícia de que os secretários se reuniram para planejar a intervenção no Preslen só foi confirmada ontem, quando a operação já estava em andamento. De acordo com João Batista, o principal objetivo foi pacificar o presídio e evitar fugas. 

"Elas atrapalham a estrutura do sistema e reverberam no aumento dos índices de violência em todo o Estado, já que os criminosos voltarão a delinquir. Foi um trabalho concatenado entre as diferentes secretarias, mas que lidam com a segurança pública permitiu o êxito da ação. As dificuldades com o sistema prisional não é realidade exclusiva de Sergipe. Em todo o país, é um dos principais problemas que envolvem a segurança pública, e, diante do cenário, já projeta-se a avocação de recursos para construção de novas unidades prisionais nos estados", afirmouo secretário, por meio da assessoria da SSP.


Na rua – Ao todo, 77 detentos escaparam do Preslen nas três fugas em massa ocorridas nas últimas semanas. Desse total, 17 já foram recapturados pelas polícias Civil e Militar, incluindo todos os seis homens que saíram na madrugada desta segunda, após escalarem as muralhas da área externa e cortarem as concertinas de arame. Todos foram detidos em cidades e povoados da região, sendo transferidos para outras unidades prisionais do interior do Estado. Entre os ainda foragidos, estão presos considerados muito perigosos que já foram condenados por crimes de homicídio. Um deles é Adriano de Jesus Santos, o ‘Adrianinho’, apontado como autor de mais de 17 assassinatos na região de Itabaiana.  

 

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