Gabriel Damásio
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Uma nova confusão aconteceu na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip), por volta das 7h20 deste sábado. Cerca de 25 internos arrebentaram das alas 1, 2 e 6 derrubaram a grade de uma delas e danificaram as paredes das outras, além de quebrar objetos e espalhar restos de comida pelo local. O tumulto foi controlado pelos 10 agentes socioeducativos que estavam de plantão, não sendo necessária a convocação de reforço policial. Por volta das 9h, a situação foi considerada resolvida. Nenhum adolescente fugiu.
Segundo informações de agentes, os jovens rebelados reclamaram da alimentação servida no café da manhã e se recusaram a comer, dando início ao motim. O motivo foi a inclusão de bananas cozidas no cardápio. A reclamação, contudo, é vista pelos agentes como um pretexto dos internos para forçar uma tentativa de fuga, já que algumas ameaças de rebelião chegaram a ser feitas pelos internos durante a madrugada. "Disseram que só veio banana cozida no café, e eles não gostam. Como existe aquela coisa de, por qualquer tipo de motivo, inventar uma rebelião, eles criaram mais um motivo", disse o agente Wandson Silva Conceição.
Informações iniciais citaram que houve confronto e que um dos agentes levou uma pedrada no braço, mas foi socorrido pelos colegas. Entretanto, a coordenação de segurança da Fundação Renascer, responsável pela administração da Usip, negou a existência de feridos, nem entre os agentes e nem entre os internos. A Renascer informou ainda que vai fazer reparos de emergência nas alas afetadas e que os internos da ala que teve a grade derrubada foram remanejados para as outras.
Por meio da assessoria, a Secretaria Estadual de Inclusão e Desenvolvimento Social (Seides), órgão ao qual a Fundação Renascer é subordinada, declarou que toma constantes e permanentes medidas para prevenir novas rebeliões e tumultos nas unidades socioeducativas, mas que a ocorrência desses incidentes nem sempre podem ser evitadas. "Nem sempre dá pra evitar que um tumulto desses aconteça, porque quem está preso quer fugir, e sempre dá um jeito. A única saída nossa é prestar um bom serviço aos internos, dentro da legalidade", disse o porta-voz da Seides, Rodrigo Rocha.


