BANCOS LOTADOS COM VOLTA AO TRABALHO

Milton Alves Júnior

Depois de 23 dias de greve nacional, os funcionários de bancos particulares voltaram a trabalhar na manhã de ontem em quase todas as agências do Estado de Sergipe. Isso porque os bancários do Banco do Nordeste (BNB) rejeitaram a mais recente contraproposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), e permanecem de braços cruzados por tempo indeterminado. Na maioria das agências instaladas na Grande Aracaju, o que se percebeu foi um grande número de clientes em busca de atendimento. No Banese, primeiro banco do país a aceitar a proposta, o movimento também foi considerado alto pelos bancários.
A categoria conquistou reajuste de 8% (1,82% de aumento real) nos salários e nas verbas, 8,5% nos pisos, 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR Participação nos Lucros e Resultados. Para André Nascimento, funcionário do Banco do Brasil, apesar da dificuldade nas negociações, os mais de sete mil bancários que aderiram a greve saem do pleito com vitória. "Não recebemos o que desejávamos, mas acredito que toda a categoria está satisfeita com o desfecho dos debates e benefícios atribuídos a todos os bancários do Brasil", disse. A proposta também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.

BNB – Segundo o presidente do Seeb, José Souza, em exceção dos estados de Piauí e Pernambuco, os demais servidores do BNB permanecem aderindo à greve por tempo indeterminado. "É bom deixar claro que nem 100% dos funcionários nesses dois estados decidiram voltar a trabalhar. A nossa luta continua forte e todos só devem voltar às agências quando uma proposta que agrade a maioria dos bancários seja devidamente apresentada", declarou. Questionado quanto a perspectiva de uma nova assembleia extraordinária, o sindicalista completou: "Isso deve ocorrer ainda essa semana quando os banqueiros lançarem uma nova contraproposta. Até lá, não temos nada definido".

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