Bope resgata três crianças e mãe em surto psicótico em Malhador

A mãe foi levada pelo Samu a hospital em Aracaju (Divulgação/SSP)
Milton Alves Júnior
Depois de cinco horas ininterruptas de negociação, profissionais das forças de Segurança Pública do estado de Sergipe conseguiram resgatar três crianças que estavam sob ameaça e cárcere privado pela própria mãe, em uma residência no município de Malhador, região do Agreste Central. O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) foi acionado depois que testemunhas observaram a mulher ameaçando matar as crianças e depois tirar a própria vida caso alguém tentasse entrar na residência. As crianças possuem quatro, oito e 11 anos de idade; após permitir que as vítimas fossem resgatadas sem indícios de ferimentos ou lesões graves. Com aval jurídico, os filhos foram acolhidos pelo Conselho Tutelar sob a supervisão de familiares.
Sobre esta ocorrência, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) revelou que a mãe das crianças possui histórico de internação psiquiátrica, diagnóstico de esquizofrenia e estava em surto. Minutos após o resgate, a mulher foi encaminhada para o Hospital São José, onde recebe atendimento por tempo indeterminado. Participaram das negociações e demais procedimentos técnicos, profissionais do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e do Corpo de Bombeiros. As negociações tiveram início por volta das 15h30 da última quinta-feira, 28, e foi conduzida pela tenente Andrezza, especialista em gerenciamento de crise do Bope.
Na tentativa de garantir um versátil desenvolvimento das negociações, a rua foi parcialmente interditada, bem como imóveis ao redor. No início da noite, após observar constante crescimento da tensão por parte da mãe
Das crianças – a qual estava em posse de um facão -, a major Belisa França, responsável pela operação, autorizou a entrada tática da equipe. Para garantir a segurança de todas as vítimas, foi destacado pela SSP que, enquanto a negociadora atuava para acalmar e distrair a mulher em surto, os policiais realizaram o adentramento discreto, garantindo, assim, a contenção física sem uso de armamento, e, de igual modo, a retirada segura das crianças. Não foi informado se após a internação haverá complicações jurídicas a serem respondidas pela paciente.
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