Milton Alves Júnior
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Os funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste entraram em acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e suspenderam a greve em Sergipe.
Reunidos em assembleia no Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB), na manhã de ontem, 28, apenas os bancários do Banese rejeitaram o acordo e continuam mobilizados por tempo indeterminado. Para reduzir as filas, a partir da próxima segunda-feira, 1º, a direção dos bancos públicos deve ampliar o horário de funcionamento das agências para que possa atender os clientes mais rapidamente.
Pela Caixa, segundo informações do superintendente Luciano Pimentel, a expectativa é que todas as agências abram as portas com uma hora de antecedência. "Com os dez dias de paralisação, alguns procedimentos foram prejudicados e devem ser regularizados rapidamente. Para isso, já entramos em acordo com os funcionários e vamos ampliar o horário de funcionamento só na próxima semana", disse.
Com a mobilização, bancários de todo o Brasil conquistaram um reajuste de 7,5%, tendo um piso salarial que saltou de R$ 1.400, para R$ 1.519. Conforme cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o ganho real foi de 2,95%.
Apesar do fim da greve, todo o dia de ontem foi marcado por longas filas nos bancos estatais e privados. De acordo com a lojista Marilene Sampaio, até o momento não houve melhorias para os clientes que buscam atendimento. "Tenho conta no Banese e no Itaú. Apesar de ter voltado às atividades, aqui (Itaú), a fila permanece grande, já no do Estado, só os caixas eletrônicos permanecem disponíveis", alegou.
Ainda de acordo com a lojista, a única saída é enfrentar as longas filas. "Para resolver meus problemas a solução é esperar. Infelizmente não posso deixar esse procedimento para a semana que vem", concluiu Marilene.
Banese – Sem nenhuma negociação realizada, os mais de 1.200 bancários do Banco do Estado continuam de braços cruzados e aguardando uma melhor contraproposta. Conforme esclarecimentos de José Souza, presidente do Seeb, o problema está na pauta de negociações que ainda não registrou avanço.
"Para que a greve acabe, é necessário melhorar o valor das comissões dos caixas, como também melhorar o programa de distribuição de resultados", pontuou. Vale ressaltar que a categoria exige ainda o retorno da licença prêmio, e uma ajuda de moradia para coordenadores e gerentes que atuam no interior.
Até o momento, ficou decidido que uma nova reunião será realizada na próxima terça-feira, 02. Assim como ocorreu na manhã de ontem, caso haja um fato novo, ou de grande relevância, os bancários serão devidamente convocados para uma assembleia extraordinária.


