Caminhão capota e mata três sergipanos em AL

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Uma família sergipana foi vítima de um grave acidente de trânsito ocorrido na BR-101, em São Sebastião (AL), na tarde do último sábado. Uma carreta Volvo que estava a caminho de Aracaju perdeu o controle e capotou na altura do povoado Canabrava, na zona rural do município. O caminhoneiro José Elias da Paixão Neto, 34 anos, sua esposa Edijane Conceição de Santana, 34, e a filha mais velha, Alice Conceição da Paixão, quatro anos, morreram antes da chegada do socorro médico.

A única sobrevivente foi a filha caçula, um bebê de seis meses que, com a violência dos impactos, foi parar embaixo dos bancos do caminhão, mas teve apenas ferimentos leves. A criança foi resgatada por bombeiros e socorristas que foram ao local do acidente e internada na Unidade de Emergência do Agreste (UEA), em Arapiraca. Parentes das vítimas foram localizados em Aracaju, depois que funcionários do hospital divulgaram informações sobre as vítimas nas redes sociais. Na manhã de anteontem, o bebê recebeu alta do hospital e os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, sendo trazidos para Sergipe.

Segundo informações, José Elias viajou para Maceió na sexta-feira passada para transportar uma carga e levou a família para acompanhá-lo, como é comum entre os caminhoneiros. As vítimas moravam no Bairro Industrial (zona norte de Aracaju). Abalados, os parentes preferiram não falar sobre o assunto com os jornalistas. A PRF de Alagoas ainda investiga o que pode ter causado o acidente. Os corpos de Elias, Edijane e Alice foram velados na Rua Itaporanga (Centro), e enterrados ontem à tarde no Cemitério da Cruz Vermelha (bairro Getúlio Vargas).

Cope resgata bebê sergipano que seria levado para MG

Uma segunda ocorrência envolvendo crianças sergipanas em Alagoas foi atendida neste final de semana: foi o resgate de uma menina de dois anos que foi levada da casa da mãe, em Pilar (AL) por uma suposta missionária evangélica. A criança foi localizada neste final de semana em Belo Horizonte (MG), para onde tinha sido levada em um ônibus clandestino. A suspeita do possível sequestro, identificada como "Sheila", está sendo investigada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que enviou dois agentes à capital mineira na semana passada e voltaram com a menina no início da noite de sábado, em um voo de carreira.

A criança é filha da atendente Cleissiele Batista Santos, que é de Aracaju e tinha ido para Maceió a convite de "Sheila", que se passou por uma empresária e havia lhe prometido emprego. "Ela me propôs um emprego, dizendo que tinha lojas e casas em Maceió, e tudo. Quando eu cheguei lá, na realidade, todo mundo já sabia da fama dela. A casa dela não era própria, ela se passa por missionária e já tinha uma segunda criança que ela tinha pegado de lá, fora a minha filha", afirmou a vítima, ao contar que a filha foi levada pela suspeita quando esta alegou que iria a um supermercado, enquanto a mãe estava na igreja.

Ao descobrir o golpe, parentes da criança pediram ajuda ao delegado-geral da Polícia Civil, Everton Santos, que logo acionou o Cope. "O objetivo era primeiro buscar um contato com essa suspeita que estava na posse ilegal dessa criança e depois buscar negociar o resgate desta criança. Conseguimos localizá-las nas redes sociais e marcamos um encontro na Rodoviária de Belo Horizonte", disse o agente Adriano Machado, coordenador do Núcleo de Operações do Cope. Ele relatou ainda que, na hora do resgate, uma terceira pessoa se apresentou como se fosse "Sheila". "Não foi a senhora ‘Sheila’ que se apresentou no local combinado, onde estávamos aguardando. Tomamos as providências, mas preferimos resguardar o que foi feito, porque esta pessoa ainda está sendo investigada. A partir de agora, vamos apurar se houve crime, se o caso se configura como sequestro ou rapto, e se ele é de nossa reponsabilidade ou do Estado de Alagoas", afirmou Adriano, admitindo a suspeita de que a terceira pessoa teria sido usada pela suposta missionária para fugir sem ser presa.
A criança passou por exames médicos assim que chegou em Aracaju e passa bem. A operação do Cope sergipano foi apoiada pelas polícias de Alagoas e Minas Gerais. (Gabriel Damásio)

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