Em Sergipe vão concorrer ao cargo para vereador nas próximas eleições municipais do dia sete de outubro dois candidatos declarados analfabetos, ou seja, candidatos que não sabem assinar o próprio nome. Também tentarão disputar ao cargo 83 candidatos que só sabem ler e escrever, dentre um deles, um para vice-prefeito da Grande Aracaju.
Os dois candidatos analfabetos que vão disputar uma cadeira na Câmara Municipal são do interior do estado. Um é do município de São Domingos (SE), a 55 km de Aracaju. O candidato Alexandre Alves dos Santos (PDT), conhecido por Alexandre do Morro, vai concorrer pela chapa majoritária ‘O Povo no Poder’. Ele tem 25 anos, é solteiro, natural do município e declarou que vai gastar com a campanha cerca de R$ 15 mil. Sua candidatura já está deferida segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O outro candidato que não sabe ler e escrever vem do município de Monte Alegre de Sergipe, no Alto Sertão do estado. O candidato Antônio Carlos (PMN), conhecido por Tonho Boi, é agricultor, tem 60 anos, e é natural da cidade de Rancharia (SP). Ele vai concorrer pela coligação ‘Para um Monte Alegre melhor’. Tonho Boi declarou que não possui bens e que gastará R$ 10 mil na disputa eleitoral. Seu registro também foi aceito pela Justiça Eleitoral.
Segundo a Divulgação de Registro de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 83 candidatos que só sabem ler e escrever vão concorrer vagas ao pleito municipal. Todos os candidatos são do interior do estado e um deles vai concorrer à vaga como vice-prefeito da cidade da Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju.
O secretário do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), Marcos Vinicius, explica que é inelegível o candidato que for julgado como analfabeto, podendo este votar (o alistamento eleitoral e o voto são facultativos), entretanto não podendo ser votado.
A maior parte dos 5.323 candidatos sergipanos possui o ensino médio completo, representando 38% dos políticos. Já com ensino superior completo ou incompleto são 25% dos candidatos, contudo ainda é grande o número de postulantes ao cargo municipal com baixa escolaridade. No total, 105 candidatos apenas sabem ler e escrever (1,8%), enquanto que 915 (15,8%) têm o nível fundamental incompleto e 712 (12%) com nível fundamental completo.


