Cânions de Xingó ainda passam por inspeções

Milton Alves Júnior

Pela terceira vez em menos de 45 dias, peritos do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil (Depec/SE) promovem vistorias técnicas em torno dos cânions de Xingó, localizado na divisa dos estados de Sergipe e Alagoas, a fim de estudar o índice de vulnerabilidade das rochas e minimizar os riscos de acidentes naturais, semelhante ao protagonizado no dia 08 de janeiro deste ano, na cidade de Capitólio, no estado de Minas Gerais. Naquela ocasião, dez pessoas perderam a vida depois que uma muralha de 27 metros se soltou e colapsou em cima de duas embarcações que realizavam atividades turísticas. Nas duas primeiras vistorias, houve a garantia de ampla segurança na região que liga os dois estados nordestinos.

Na tentativa de seguir monitorando as áreas, as quais possam apresentar no futuro qualquer probabilidade de dano à vida das pessoas, desta vez os profissionais – ligados ao Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) -, visam desenvolver um mapa repleto de dados minuciosos sobre cada área dos cânions. De acordo com o Depec, participam dessas análises: geólogos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Serhma) e de técnicos da Defesa Civil de Sergipe e Alagoas e da Defesa Civil Municipal de Canindé do São Francisco, além de técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O grupo é composto ainda por especialistas do CPRM das cidades de Salvador e do Rio de Janeiro. Em nota pública apresentada na manhã de ontem, o diretor do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil, Tenente-coronel, Luciano Queiroz, revelou que apesar do desejo coletivo em concluir o dossiê de forma breve, não há prazo definido para que o documento esteja pronto. A proposta única do grupo é desenvolver um material didático, rico em detalhes, e que possa ser utilizado como guia para as próximas análises de solo. Quando finalizado, o documento será compartilhado inicialmente com os governos estaduais, Federal, e instituições de pesquisa, segurança e estudo.

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