Gabriel Damásio
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A 5ª Delegacia Metropolitana (5ª DM) concluiu ontem o inquérito policial que apurou o atropelamento da diarista Janete Timóteo Barreto, 54 anos, que ficou gravemente ferida após ser atingida por um carro Hyundai Veloster que invadiu um ponto de ônibus na Avenida Coletora, Conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). O incidente aconteceu em 22 de dezembro do ano passado. O casal que estava no veículo foi indiciado por cinco crimes previstos na legislação de trânsito, mas vai responder ao processo em liberdade. O inquérito tem cerca de 100 páginas e será entregue hoje ao juízo da Comarca de Socorro.
A jovem que conduzia o Veloster, Michelle Lopes de Miranda, será processada pelo crime de lesão corporal grave e culposa (quando não há intenção), com o agravante de dirigir sem ter habilitação. De acordo com o delegado responsável, Ademir Melo, Michelle também responderá por embriaguez ao volante, já que foram confirmados os indícios de que a acusada dirigia sob efeito de bebida alcóolica. O marido dela, Adailton Santos Lima, que também era o dono do carro, responderá por entregar a direção do veículo à pessoa não habilitada, infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ainda conforme o delegado, os dois também serão processados por fuga do local do acidente e omissão de socorro.
As investigações confirmaram que Michelle estava na direção do Veloster e que Adailton estava como passageiro. Segundo a polícia, o casal havia saído de uma loja de conveniência, onde teriam comprado bebidas alcóolicas. Em seguida, ao passar pela avenida Coletora, o carro esportivo perdeu o controle e, em alta velocidade, derrubou o ponto de ônibus onde Janete estava sentada. A diarista teve as pernas esmagadas contra o banco da estrutura de ferro. A perna esquerda foi amputada e a direita ficou seriamente comprometida. Janete ficou 35 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Ela permanece internada e em tratamento, mas sem risco de morte.
O advogado Luan Maynard, que representa a família da paciente, já anunciou que discorda da conclusão da polícia e vai pedir ao Ministério Público que denuncie Michelle e Adailton por tentativa de homicídio dolosa (com intenção ou risco assumido de matar). "A partir do momento em que você conduz um veículo possante sem habilidade, sem habilitação e com embriaguez, você assume o risco de produzir um grave dano ou a morte de alguém", argumentou Luan. Os advogados do casal indicado não se manifestaram até a noite de ontem.


