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Chacina do Huse: Justiça suspende reconstituição


Publicado em 16 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A reconstituição da "Chacina do Huse", marcada pela Polícia Civil para o início da noite de ontem, não aconteceu. Durante a manhã, horas antes da reprodução dos fatos ocorridos na noite do dia 27 de abril, quando três homens foram mortos a tiros dentro da Ala Verde do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no bairro Capucho (zona oeste), o juiz substituto Guilherme Diamantino Weber, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, decidiu suspender a reconstituição até o fim da instrução criminal do processo.
O pedido partiu do próprio Ministério Público Estadual (MPE), cujo promotor Rafael Schwez Kurkowski, da 8ª Vara Criminal, havia pedido a simulação da chacina para esclarecer detalhes do processo. A discordância partiu de outro promotor, Flaviano Almeida Santos, ligado ao Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju. Este argumentou, com base em ofício enviado pela direção do Huse, que a reconstituição iria e prejudicar o atendimento aos pacientes que precisarem do pronto-socorro, já que boa parte dele seria interditada. Flaviano disse também, em seu pedido, que a polícia deve produzir mais provas para o processo da chacina, mas através de outros tipos de diligências.
O juiz aceitou o argumento do promotor do Tribunal e indicou que a reconstituição pode não ser realizada. "Por derradeiro, informo que finda a instrução, será analisada a relevância, ou não, da prova produzida através da referida diligência", escreveu Diamantino, em seu despacho. Em outra decisão expedida ontem, o magistrado marcou para o dia 30 de julho, às 8h, no Fórum Gumercindo Bessa, a primeira audiência de instrução do caso, na qual serão ouvidas as testemunhas arroladas pela Promotoria.
A diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil (DHPP), Thereza Simony Nunes Silva, disse, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP), que "aguardará novo posicionamento do Ministério Público para a realização de novas diligências". A reconstituição estava com o seu esquema de segurança definido e contaria com a presença dos quatro réus do processo: os policiais militares Genilson Alves de Souza e Jean Alves de Souza, o guarda municipal Ginaldo Alves de Souza e agente socioeducativo Ralph Souza Monteiro. Ambos estão presos até hoje e são processados por três crimes de homicídio qualificado.
Segundo a denúncia do MPE, Jean e Genilson entraram armados no hospital em 27 de abril e atiraram em três pacientes que aguardavam atendimento, como vingança pela morte do irmão, o padeiro Jailson Alves de Souza, 32 anos, baleado horas antes da chacina em um tiroteio na Avenida Santa Gleide, no bairro São Carlos (zona oeste). No Huse, foram mortos Adalberto Santos Silva, 20 anos, Cledson Silva Santos, 21, e Márcio Alberto Silva Santos, 33. Destes, apenas Adalberto foi apontado formalmente como um dos envolvidos na morte de Jailson, e os outros dois não tinham nada a ver com o caso. 

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