Chile vence e manda Espanha para casa

Com a eliminação precoce, a Espanha se transforma no grande fiasco da Copa no Brasil
Rio de Janeiro, 18 junho – Nem o torcedor espanhol mais pessimista, poderia imaginar que sua seleção chegaria ao Brasil como atual campeã mundial e deixaria o país eliminada, ainda na fase de grupos com uma rodada de antecipação, mas foi o que se desenhou nesta quarta-feira no Maracanã.

Apoiada por quase todos os cerca de 70 mil torcedores que compareceram ao estádio no Rio de Janeiro, a equipe sul-americana levou a melhor no duelo de ‘Rojos’ pelo placar de 2 a 0, com gols de Eduardo Vargas, ex-Grêmio, e Charles Aranguíz, do Internacional, garantiu-se nas oitavas de final e marcou a data da passagem de volta da equipe de Vicente del Bosque: 24 de junho.

O Chile definirá o primeiro colocado do grupo B daqui a seis dias, na Arena Corinthians, em São Paulo, contra a Holanda, que também venceu seus dois jogos. A atual vice-campeã jogará pelo empate para fugir do líder do grupo A nas oitavas, que pode ser o Brasil. Já a ‘Fúria’ realizará um amistoso de luxo com a Austrália na Arena da Baixada, em Curitiba. antes de retornar para casa.

É a segunda vez seguida, que a detentora do título cai na primeira fase. Na África do Sul, a Itália protagonizou o vexame. Além disso, o Maracanã se consolidou como "inferno vermelho", com a colaboração de "endiabrados" torcedores brasileiros e chilenos. Local da eliminação precoce desta, o estádio já havia sido palco da dura derrota para o Brasil por 3 a 0 na final da Copa das Confederações do ano passado e da maior goleada sofrida pela seleção espanhola: 6 a 1 também diante dos donos da casa, em 1950.

Os chilenos atacavam menos, mas eram mais eficientes. E mostraram isso da melhor forma possível aos 19 minutos, com gol, em falha do ‘tiki taka’. Xabi Alonso errou passe na esquerda de defesa, Sánchez aproveitou e serviu Aranguíz, que rolou para a chegada de Vargas. Com calma, o ex-atleta do Grêmio cortou Casillas e concluiu entre o goleiro e Sergio Ramos.

A ‘Fúria’ tentou responder quatro minutos depois, com Xabi Alonso, mas pecou na finalização. Diego Costa brigou com a defesa e a bola na esquerda da área e passou para o volante, que isolou. O próprio Diego teve sua chance logo depois, aos 26, quando foi acionado por Iniesta, mas acertou o lado de fora da rede. Foi um prato cheio para muitos brasileiros nas arquibancadas, que pegavam no pé do atacante sergipano naturalizado espanhol.

Se o erro na frente era inofensivo, atrás, não houve quem consertasse a besteira feita por Casillas. Sánchez cobrou falta a dois passos da área, mas não colocou muito no canto. Mesmo assim, o capitão espanhol rebateu para o meio, Aranguíz dominou e chutou tirando do goleiro, fazendo Chile 2×0. Era o fim da Espanha.

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