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Chuvas chegam a todas regiões do Estado


Publicado em 02 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Está chovendo em todo o sertão, agreste e litoral sergipano. De acordo com dados do Centro de Meteorologia de Sergipe, a chuva de julho esteve próximo à média do que era esperado para o período e ela deve continuar por mais 45 dias.

Segundo o meteorologista Overland Amaral, no sertão sergipano choveu em julho aproximadamente 90 milímetros, quando o normal seria 110 milímetros. No agreste choveu 100 mm, quando a média é 120. No litoral, o que mais recebeu chuva, a precipitação chegou a 150mm , sendo que o esperado era 200mm.

"A chuva que tem atingido o Estado tem mantido a agricultura de sequeiro, ou seja, as plantações de milho, feijão, entre outros. O que a gente observa é que as culturas tecnificadas, que utilizam semente precoce, adubação e outros artifícios,  estão em pleno desenvolvimento e essas chuvas vão ajudar a fechar o ciclo com a colheita plena. O agricultor que ainda não se modernizou é quem mais sofre", relata Amaral.

Além dos investimentos na cultura tecnificada, os agricultores contam com um recurso a mais, o Centro de Meteorologia de Sergipe. "Diariamente eles acompanham as mudanças de clima. Dessa maneira, eles podem saber de que forma investir", conta o meteorologista.

Facilitando a vida – Para a presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase), Maria Lúcia Moura, a chuva que chegou ao sertão e ao agreste vai facilitar a vida das pessoas que manejam a agricultura familiar e ajudar no alimento dos animais. No entanto, o plantio já está prejudicado. "Como muita coisa foi plantada entre os meses de abril e maio quando a chuva não chegou, quase tudo se perdeu", disse.

Mesmo que a chuva continue caindo até setembro, de acordo com Lúcia, depois desse período o sol chega com toda força e não adianta mais o agricultor plantar algo agora. "A chuva só ajudará mesmo o gado e a encher os tanques".

Sobre a alta do preço do feijão, ela diz que deve continuar assim, pois o produto vem do Paraná. "O reflexo da produção do feijão sergipano só será sentido no próximo ano". Lúcia acredita que a ajuda do Governo do Estado deve manter a distribuição de água e de cestas básicas. "Essa continuará sendo a principal ajuda do sertanejo".

Cestas – A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social, disse que para agosto já está programada a entrega da nova remessa de cestas básicas. O major Gilfran Mateus, da Defesa Civil Estadual informou que o Exército faz a distribuição de água nos 18 municípios que decretaram situação de emergência, mas que, por conta da forte seca, o Governo do Estado estava entregando mais água. "Aproximadamente 40% a mais do que era entregue pelo Exército, estávamos disponibilizando, mas com a chuva estamos em processo de desmobilização", contou.

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