A resistência dos professores
Os professores da rede estadual suspenderam a paralisação de 48 horas em protesto contra o reajuste de 2,5% concedido pelo governador Fábio Mitidieri, na expectativa da retomada de negociações na próxima semana, quando os projetos sertão votados pela Assembleia Legislativa. O governador, no entanto, se antecipou e garantiu que neste momento não tem mais nada a oferecer aos professores, além do que está em análise na Alese.
No dia 27 de abril, o governador encaminhou para apreciação dos deputados, projeto de lei com reajuste de 10% para os servidores que fazem parte do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) da administração pública geral, da Saúde, Engenharia e Arquitetura, além de servidores das carreiras de assistente e de vistoriador de trânsito. Esse reajuste beneficia cerca de 19 mil servidores, entre ativos e inativos.
Também foi encaminhado projeto de lei que dispõe sobre a revisão geral anual de 2,5% para os demais servidores. As forças de segurança pública, além desse percentual, serão contempladas com o pagamento de 5% referente a periculosidade no segundo semestre deste ano.
Já os profissionais do magistério, além dos 2,5%, serão contemplados com a extensão do pagamento do abono temporário de R$ 932,57 para os meses de abril e maio, que já foi aprovado pela Assembleia Legislativa. E, agora, está sendo proposto que, inicialmente, parte dele (R$ 100) seja incorporada ao salário de professores ativos e aposentados. E que a incorporação do abono ocorra de forma gradativa.
Na semana que vem, durante a votação na Assembleia, os professores farão nova paralisação de 48 horas. E avisam que se os 2,5% forem mantidos, vão entrar em greve geral.
O embate parece inevitável.
Novo livro
O professor e escritor Ibarê Dantas lança na próxima semana o livro “Marcelo Déda na construção da democracia”, Editora Criação. Será no dia 9 de maio, às 17 horas, no Museu da Gente Sergipana. Professor e amigo pessoal do ex-governador de Sergipe, Ibarê considera Marcelo Déda uma das personalidades mais marcantes do processo de democratização a partir dos anos 80 até sua morte em 2013.
Novas urnas
Foi iniciada na quinta-feira (4), em Ilhéus (BA), a produção das novas urnas eletrônicas, modelo UE 2022. O lote inicial será de 300 unidades, que serão fabricadas durante o mês de maio. A previsão é de que sejam produzidos 219.998 equipamentos até fevereiro do ano que vem, para serem utilizados nas Eleições 2024. Esta será a segunda maior produção da história, ficando atrás apenas das 225 mil urnas UE 2020, fabricadas para as Eleições 2022.
A urna eletrônica tem uma vida útil de 10 anos (aproximadamente seis eleições). Logo, o próximo pleito contará não só com as novas urnas, mas também com as de modelos 2020, 2015, 2013 e, eventualmente, 2011. Os equipamentos de 2009 e de 2010 provavelmente serão descartados. As duas últimas grandes produções (UE 2020 e UE 2022) visam, além de modernizar o sistema, substituir os aparelhos que não serão mais utilizados.
Antecipação do décimo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira (5) um decreto que antecipa o pagamento do décimo terceiro dos beneficiários da Previdência Social. Ao todo, 30 milhões de pessoas receberão o repasse em duas parcelas, em maio e junho, de acordo com o calendário habitual de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O abono é usualmente pago no segundo semestre de cada ano, em agosto e novembro. Na avaliação do governo, a medida “representa uma injeção significativa de recursos nos mercados locais”.
Igualdade salarial
A Câmara dos Deputados aprovou na sessão deliberativa de quinta-feira (4) proposta que institui medidas para tentar garantir a igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens na realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função. O texto segue agora para análise do Senado.
Foram 325 votos favoráveis e 36 contrários ao parecer final de Jack Rocha, definido após negociação entre os líderes partidários. Dez deputadas votaram contra a igualdade salarial: Adriana Ventura (Novo-SP), Any Ortiz (Cidadania-RS), Bia Kicis (PL-DF), Carla Zambelli (PL-SP), Caroline de Toni (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Dani Cunha (União-RJ), Julia Zanatta (PL-SC), Rosângela Moro (União-SP) e, Silvia Waiãpi (PL-AP)
Nordestino pessimista
Mais da metade das pessoas (55%) que vivem na região Nordeste está pessimista com relação à recuperação da economia do país e só acredita que a situação vai melhorar em 2024. Os dados são da última pesquisa RADAR Ipespe Febraban, divulgada neste início de maio. Os que já enxergam a recuperação somam apenas 8%, enquanto 24% pensam que ela virá ainda em 2023.
A pesquisa revela ainda que o pessimismo é menor com as finanças pessoais e da família: 18% dizem que já se recuperaram, 38% aguardam essa recuperação este ano e 30% só projetam isso para 2024.
O levantamento indica que 13% acreditam que o país já voltou a crescer no ano passado, enquanto 35% esperam que esse crescimento aconteça em 2023 e outros 43% projetam essa retomada apenas depois deste ano.
Para os próximos seis meses, 31% acham que o desemprego vai aumentar e 45% apostam que vai diminuir. Outras percepções detectadas na pesquisa: a taxa de juros deve aumentar para 47% e diminuir para 24%; e a inflação aumenta na opinião de 44% e diminui para 30%.


