A reinstalação dos parquímetros no Centro da cidade voltou a ser cobrada pelos donos de lojas localizadas na área comercial de Aracaju.
Os comerciantes querem que o equipamento volte a funcionar nas áreas mais movimentadas nas ruas Geru, José do Prado Franco, Carlos Firpo, Santa Rosa e Florentino Menezes. O tema foi discutido durante reunião na ultima terça-feira, 10, com membros da diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL), e representantes da Prefeitura de Aracaju.
Os lojistas também querem um novo ordenamento do espaço público na área. "Sem vagas de estacionamento disponíveis, o comércio é prejudicado com a migração de consumidores para outros espaços de venda", explica Brenno Barreto, presidente da CDL.
A previsão da prefeitura é que o sistema de parquímetros comece a ser testado no próximo mês. O processo licitatório vem sendo organizado pela Secretaria Municipal de Planejamento.
Uma nova reunião entre legistas e representantes da prefeitura está marcada para o dia 10 de março, quando os comerciantes devem formalizar as solicitações junto à administração municipal.
Os parquímetros deixaram de operar na região central de Aracaju desde 2010. Para os comerciantes, a retomada dos equipamentos é alternativa para o ordenamento do trânsito e garantia de maior fluidez de tráfego através do estacionamento rotativo.
O edital elaborado pela SMTT previa inicialmente que fossem licitadas três mil vagas nos bairros Centro, Siqueira Campos e São José, região central de Aracaju. O edital, porém, foi suspenso pela justiça, que alegou irregularidades.
O novo sistema de parquímetro irá funcionar de forma diferente do anterior, sem bilhete, e todo eletrônico, podendo ser acionado num computador ou smartphone. O novo modelo permite a compra do serviço através do site ou no aplicativo e cria uma conta de usuário na qual o consumidor cadastra os veículos, define o tipo de uso e coloca créditos. Ao estacionar, o usuário aciona o aplicativo, onde ele também pode verificar vagas disponíveis e faz o débito do valor. Também serão distribuídos pontos de venda em estabelecimentos da área, como lanchonetes ou lojas que efetuarão o pagamento pelo uso da vaga.
Para cada 60 vagas, haverá um fiscal. Ele trabalhará na área conferindo as placas dos veículos. O sistema do parquímetro abrangerá carros, motos, carga e descarga e moradores. Neste último caso, quem é morador da área, mas não tem garagem em casa, pode se cadastrar como morador e estacionar na região sem ônus.
O valor máximo que poderá ser cobrado será de R$ 1,50 por hora e a cobrança também será fracionada (se a pessoa ficar por 40 minutos, pagará por 40 minutos). Outra novidade é que ruas poderão ser colocadas ou retiradas do sistema a qualquer tempo. A área de atuação e o número de vagas também poderão ser ampliados.


