"Os avanços na gestão da água exigem o conhecimento da realidade dos Recursos Hídricos como ferramenta necessária para definição das ações de intervenções necessárias. A elaboração dos planos de gestão das três bacias do Estado vão nortear melhores ações do Governo do Estado sobre o planejamento, o conhecimento, o controle, a fiscalização e o aumento da oferta hídrica nestas bacias", avalia o presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Wanderlê Correia, diante de audiência pública sobre a Elaboração do Plano de Gestão das Bacias Hidrográficas dos Rios Sergipe, Piauí e Japaratuba. A consulta pública ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 25, em Nossa Senhora do Socorro.
A consulta pública sobre a elaboração dos planos foi realizada no auditório Maria Franco, na cidade Socorro. Durante evento, com base no diagnóstico levantado pela Cohídro (Consultoria, estudos e Projetos), empresa contratada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente para desenvolvimento dos planos, apenas foi tratado o prognóstico da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe.
De acordo com Ana Catarina, a gerente técnica da Consultoria, Estudos e Projetos Ltda do Rio de Janeiro (Cohidro), a consulta de ontem foi destinada exclusivamente para Prognóstico da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe.
"Amanhã acontece a Consulta Pública da Bacia do Japaratuba, na cidade de Pirambu. E na quinta-feira, dia 27, ocorrerá a consulta pública da bacia do Piauí, no município de Estância. Nas consultas, trataremos dos problemas de cada uma das bacias individualmente. Hoje tratamos do prognóstico da Bacia do Rio Sergipe, cenário contemplado com a participação direta dos Comitês da Bacias e de instituições envolvidas", explicou a gerente, enfatizando que ao final da conclusão dos planos, haverá uma perspectiva de as instituições envolvidas gerarem um Pacto de Gestão, que seria de ações contempladas no plano.
Bacia do Sergipe – A melhor utilização dos recursos hídricos é o que dispõe os planos das Bacias Estaduais de Sergipe. Na Bacia do Rio Sergipe, foco da audiência – durante as atividades da oficina para produção do prognóstico – os participantes discutiram sobre a situação real da bacia. Nos problemas apontados, destacam-se a ocupação irregular das margens dos corpos d’água; retirada de mata ciliar; assoreamento do rio; poluição de esgotos, lixões e matadouros, entre outros.
O conteúdo do prognóstico caberá estabelecer a visão de futuro para a bacia, isto é, a realidade desejada no horizonte de planejamento selecionado – 20 anos (‘A bacia que queremos") acompanhada de visões da evolução do quadro atual, contidas no Diagnóstico, segundo diferentes conjunturas, dando origem a diferentes cenários, sendo um deles necessariamente correspondente ao cenário Tendencial e o outro, o Alternativo.


