Menos de uma semana depois da paralisação dos delegados de polícia, os agentes e escrivães da Polícia Civil também suspenderam as suas atividades às 8h de ontem. O movimento dura 48 horas, devendo se estender até às 8h de amanhã. Durante este tempo, fica suspensa a maioria das atividades desempenhadas pelos escrivães e agentes, como registros de boletins de ocorrências, cumprimentos de mandados judiciais, depoimentos, intimações e outras diligências relacionadas a inquéritos policiais. São executados apenas os serviços considerados essenciais, como autos de prisão em flagrante, termos circunstanciados e guias de exames para o Instituto Médico-Legal (IML).
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a paralisação estava decidida desde o mês passado e é em protesto contra os atrasos nos pagamentos dos salários mensais por parte do governo do estado. O diretor de comunicação do sindicato, Jorge Henrique dos Santos, argumentou que o pagamento dos salários fora da data tradicionalmente estabelecida fere o direito dos servidores e vem lhes criando muitas dificuldades, principalmente no pagamento de dívidas em contas mensais. Ele informou também que o assunto já foi motivo de uma ação judicial impetrada pelo sindicato contra o Estado, que já foi julgada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e determinou o pagamento pontual dos salários dos policiais e outros servidores públicos estaduais.
O Sinpol também orientou os agentes e escrivães a exigirem ordens de serviço escritas e assinadas pelos delegados para cumprir os serviços diários, além do fornecimento do Equipamento de Proteção Individual (EPI) como algemas, coletes e munições dentro do prazo de validade. A paralisação dos delegados de polícia, iniciada na quinta-feira passada, durou 72 horas e também afetou parcialmente alguns serviços das delegacias. Eles exigiam equiparação salarial com os procuradores estaduais e o fim da acumulação irregular de delegacias.

