Idoso decapitado: polícia divulga foto do principal suspeito

Gabriel Damásio

 

A Polícia Civil divulgou ontem a identidade do principal suspeito do assassinato do aposentado Elias Sebastião da Silva, 66 anos, que foi agredido e decapitado no último dia 3, em sua residência no Conjunto João Alves Filho, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), trata-se de Izael dos Santos Fontes, que seria o vizinho da vítima e pivô da confusão apontada pela polícia como motivo do crime. Ele já é considerado foragido e teve suas fotos também divulgadas pela polícia.

A delegada Thereza Simony Nunes Silva, do DHPP, que coordena as investigações, disse que a imagem é resultado dos levantamentos de campo e testemunhos já ouvidos pelos investigadores desde a noite do crime. “O departamento conseguiu identificar esse suspeito graças aos relatos de testemunhas e familiares que conseguiram chegar ao local do crime momentos depois de ter ocorrido. Izael era vizinho do idoso e que mesmo ainda estando em fase de investigação, pode-se afirmar que a motivação do crime fora um desentendimento ocorrido em uma festa”, afirmou.

Ao todo, cinco homens foram descritos por testemunhas como participantes da invasão à casa de Elias, que também foi parcialmente incendiada após a morte da vítima. No entanto, a polícia já acredita que apenas dois seriam os reais assassinos do idoso e os outros três foram apenas testemunhas do crime. Ainda segundo Thereza, não é possível dar mais detalhes sobre as investigações para não comprometer o trabalho da polícia, pois ainda não se sabe ao certo qual o tipo de envolvimento de Izael no homicídio. “Até o momento, já esclarecemos a participação de dois. Se existe a possibilidade de outros [participantes], vamos aprofundar as investigações para esclarecer isso”, disse a delegada.

O segundo homem envolvido diretamente na morte de Elias ainda tem a sua participação investigada e não teve o seu nome divulgado. O corpo do aposentado não foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) até o fechamento desta edição, devido à falta de apresentação de um documento com foto. A polícia pede a colaboração da população para obter mais informações sobre o paradeiro dos assassinos. As informações podem ser passadas pelo Disque-Denúncia (181) ou pelo aplicativo Disque-Denúncia SE. Tanto a ligação quanto o aplicativo são gratuitos e o cidadão não precisa se identificar.

 

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