Cresce a procura por milho

Vendedores da Central de Abastecimento (Ceasa) e dos mercados centrais de Aracaju registram aumento de consumidores em busca de alimentos típicos no período junino e esperam faturar entre 7% e 12% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado. Em decorrência das chuvas registradas desde o final do mês de abril em diversos municípios, os comerciantes voltaram a adquirir os produtos genuinamente sergipanos e os preços mais acessíveis devem contribuir para que a perspectiva de lucro se torne realidade no bolso dos vendedores. Apesar da incerteza no valor dos alimentos nesse mês de junho, muitas pessoas se anteciparam e encomendaram centenas de espigas de milho, por exemplo.

Considerado o produto mais procurado e comercializado no período junino, o milho até o momento é o vilão da cesta básica e uma saca com 50 espigas é vendida em média por R$ 25, quase o dobro do preço em 2012. Segundo o vendedor Manoel Cerqueira, a falta de chuva nos quatro primeiros meses do ano contribuiu para que o preço deste produto registrasse aumento. "O interessante desse ano é que o amendoim, a macaxeira e a laranja apresentaram redução nos preços e isso contribui para que a cesta não dispare nos preços. Ano passado comprei todo o meu estoque em caminhões que vinham da Bahia, Pernambuco e Ceará", disse.

Receosos quanto a possibilidade de registrar aumento nos preços até a semana em que se comemora o São João e São Pedro, os vendedores recomendam aos consumidores a iniciarem logo as compras. Para Maria Judite, comerciante do Ceasa há mais de 15 anos, essa recomendação pode até parecer estratégia de vendedor querendo renovar o estoque de alimentos. "Realmente parece, mas garanto que não é. Essa primeira remessa é resultado das primeiras chuvas, os alimentos estão frescos e com boa qualidade. Daqui pra frente ninguém sabe se seremos obrigados a elevar os preços ou não. Por isso aconselhamos aos fregueses iniciarem as compras".

Em média, o saco de amendoim está sendo repassado para os comerciantes no valor de R$ 150, a depender da qualidade e cidade onde foi produzido. O valor da lata de um litro com o produto varia entre R$ 1,50 e R$ 2. Já o quilo da macaxeira, para surpresa de muitos consumidores, em média é vendido pelo mesmo valor registrado no início desse ano, R$ 2. "É um dos alimentos que eu como quase que diariamente e devido às notícias de falta de chuva no estado, achei que nesse período junino eu iria acabar pagando mais caro", afirmou o cliente Márcio Peixoto.

Higiene – Na tentativa de passar um aspecto de limpeza e excelente conservação dos alimentos, grupos de comerciantes, tanto do Ceasa, como do Mercado Albano Franco, reivindicam uma ação cada vez mais atuante das direções a fim de promover a higienização dos espaços. Satisfeito com as últimas medidas adotadas pela Secretaria Estadual de Agricultura, o vendedor José Carlos dos Santos disse que o clima no Ceasa é outro após a limpeza geral. "Garanto que fiquei preocupado quando tivemos que acionar a imprensa pra mostrar o descaso que estava aqui depois que a Prefeitura de Aracaju fechou o lixão do bairro Santa Maria. Agora está tudo limpinho e isso é bom para nós", declarou.

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