Crianças são conscientizadas da importância do Samu

"Os tios foram muito legais. Aprendi que só o papai ou alguém mais velho pode ligar para o Samu, se realmente precisar. Quando eu crescer quero vestir esse macacão para salvar as vidas", comentou, entusiasmada, a pequena Júlia Letícia, 8 anos, uma das crianças que participaram do segundo dia da ação ‘Sou Amigo do SAMU – Não Passo Trote’, no Shopping Jardins.

Com os olhos bem atentos às instruções da equipe do Núcleo de Educação Permanente (NEP), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), a turminha (que estava acompanhada por familiares) aprendeu sobre a importância de não passar trote ao serviço, além de noções de primeiros socorros e orientação sobre segurança no trânsito.
"Aprendemos a como ajudar uma pessoa caso precise de uma ajuda do Samu, inclusive colocamos o paciente na maca. Ele ficou parado para receber o atendimento. Foi bem legal", destacou Juliana Pereira, 7 anos.

Para Enzo Thomás, 14 anos, que acompanhou as duas irmãs, Juliane, 9, e Laura, 7, a iniciativa do Samu foi bastante proveitosa.
"Aproveitei o passeio ao Shopping e trouxe minhas irmãs. Achei muito interessante abordar que nós, filhos, também podemos orientar nossos pais sobre os perigos de usar o celular enquanto dirigem e até mesmo o uso do cinto de segurança", ressaltou.
Para Ronei Barbosa, gerente do NEP/Samu, a ação educativa ‘Sou Amigo do Samu – Não Passo Trote’ faz parte do projeto que teve com objetivo sensibilizar as crianças, os pais e acompanhantes, de uma forma bem didática e descontraída, sobre a importância do Samu para a sociedade e os transtornos causados pelos trotes. Houve até uma apresentação teatral destacando que não é correto passar trotes ao Samu.

"Estamos felizes com o resultado desses dois dias de evento porque percebemos o interesse dos pais e a alegria das crianças a cada informação passada pela equipe. Nosso objetivo foi trazer ações educativas para um espaço de grande volume de pessoas e formar opinião. Aproveitamos o espaço para realizar atividades lúdicas com brincadeiras, pintura no rosto e no papel, distribuição de camisas e brindes, a participação das crianças nas simulações de atendimentos e, claro, as orientações sobre os prejuízos causados pelas chamadas falsas no número 192", pontuou.
"Esse tipo de atividade deve se repetir sempre em um lugar como o Shopping e nessa época de férias, onde costumamos trazer nossos filhos. O Samu está de parabéns pela iniciativa. É desde pequenos que temos que orientar para formar cidadãos críticos e conscientes", afirmou Lara Pinto, mãe da pequena Luana.

Muitos trotes – Segundo a superintendente do Samu 192 Sergipe, Conceição Mendonça, as estatísticas sobre trotes no Samu contabilizam aproximadamente 45% dos atendimentos mensais. De janeiro a junho deste ano, das 85 mil chamadas, mais de 35 mil foram trotes.
"O pior desgaste é a perda de uma vida. Podemos atender um trote quando um pai ou uma mãe pode estar morrendo. Como nosso maior indicador é o tempo resposta, a cada um minuto de atraso de uma parada cardíaca, diminuiu em 10% a chance de sobrevida. Assim, alertamos para que o número 192 seja acionado na verdadeira necessidade. Por incrível que pareça, a maior parte dos trotes é feita por adultos", apontou.
Ainda de acordo com Conceição Mendonça, "a participação das crianças foi muito especial, principalmente o entusiasmo e o interesse pelas informações. Toda equipe está de parabéns".

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