O primeiro dia útil de 2016 foi marcado por muito diálogo e previsões trabalhistas nada favoráveis a funcionários da Itaguassu Agroindustrial, ligada à empresa Cimentos Nassau e situada em Nossa Senhora do Socorro. Reunidos no Ministério Público do Trabalho (MPT), a categoria pediu o apoio da superintendência para garantir os direitos constitucionais que deveriam ser quitados ainda no ano passado quando mais de 100 servidores foram demitidos. Na luta por reajuste salarial e fixação da data base, a categoria solicita que novas contratações sejam realizadas em curto prazo a fim de compor o déficit funcional herdado pela demissão em grande escala nos departamentos: Nassau Mix, e nos depósitos situados nas cidades baianas de Salvador e Feira de Santana.
Sem nenhum sinal de contraproposta apresentada pela empresa junto aos anseios da classe trabalhadora, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Cimento, Cal, Gesso e Cerâmica de Sergipe (Sindicagese) garante que não existe probabilidade de paralisação das atividades nos próximos dias, mas de antemão não descarta a possibilidade de greve caso uma possível contraproposta não seja devidamente apresentada até a primeira quinzena de fevereiro.
De acordo com o presidente do sindicato, Djenal Prado, é preciso que os empresários busquem soluções imediatas com o propósito de evitar uma possível falência em Sergipe. "Infelizmente o que percebemos é uma tremenda decadência da empresa e os direitos dos trabalhadores indo pelo ralo. Por isso que já nos reunimos com o MPT e com a própria Superintendência Regional do Trabalho (SRT), para tentar entrar em acordo. Até agora não recebemos nenhuma resposta, continuamos no aguardo, mas não por muito tempo", disse.
A situação administrativa e econômica vivenciada pela empresa de fato não traz boas perspectivas. Para se ter noção do problema vivenciado, até o final do ano de 2014 a venda do produto girava em média de 50 mil sacos por mês. Hoje, essa estatística caiu para menos de 8 mil sacos e tende a reduzir ainda mais.
O motivo desta tendência negativa ocorre em virtude de diversos departamentos da Itaguassu Agroindustrial já ter suspendido as atividades desde o final de 2015. Na atualidade, o sistema de produção e mineração está suspenso, e a secagem e moinho seguem em ritmo lento. Diante dos últimos acontecimentos, o Sindicagese teme que outras pessoas sejam demitidas e a probabilidade de fechamento da indústria seja inevitável.
Por meio do Jornal do Dia, Djenal Prado pediu que o governador Jackson Barreto de Lima e o prefeito de Socorro, Fábio Henrique, redobrem as atenções para este caso e juntos atuem de forma eficaz a fim de evitar que outras demissões em massa possam ocorrer. "Queremos não acreditar que depois de tanta demissão e manifestação nossa o governador, o secretário de indústria e o prefeito de Socorro, Fábio Henrique, não estejam acompanhando a nossa triste realidade, pontuou o sindicalista. Uma nova reunião com o Ministério do Trabalho está marcada para o próximo dia 15; já no dia 20 a categoria volta a participar de assembleia coletiva na sede do Sindicagese, em Aracaju.


