CUT quer priorizar pautas importantes nas manifestações do 1º de maio

Contra o sindicalismo ‘voltado para o próprio umbigo’ e sem força para efetuar qualquer mudança social, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Rubens Marques, defendeu que nas manifestações do 1º de maio neste ano sejam priorizadas pautas importantes que melhorem a vida de todas as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.
"Sindicato pelego também luta por salário e condições de trabalho. Então a pauta coletiva, abrangente, que não está restrita a uma categoria, mas busca a mudança social em favor de todos os trabalhadores e trabalhadoras, esta sim é a pauta sindical que a CUT/SE defende", explicou.
O dirigente defende que num ano eleitoral os sindicalistas e trabalhadores brasileiros não podem deixar de lutar por uma reforma política ampla e abrangente no Brasil, para que não sejam apenas os detentores do capital, bancada ruralista, grandes empresários e banqueiros que continuem decidindo os rumos do País.
Portanto, a luta pelo plebiscito popular para a reforma política é um tópico importante da pauta que será levada às ruas pela CUT em Sergipe no Dia do Trabalhador.

O presidente da CUT/SE defende que as críticas sobre o financiamento público de campanha eleitoral não observam que a cada eleição o investimento em campanha cresce e a eleição dos candidatos, desprovidos de grande aporte financeiro, torna-se cada vez menos possível de acontecer.
"O povo já paga as campanhas no Brasil, porque todo empresário, banqueiro ou latifundiário que investe no político vai querer o retorno do seu investimento. E quem paga este retorno? A população que não é priorizada na gestão pública. No calor das manifestações de 2013, o Brasil tinha tudo para fazer uma reforma política fenomenal. Mas a mídia hegemônica burguesa nacional e todos os beneficiados pelo atual sistema político jogaram água na proposta e nós perdemos aquela chance, mas o movimento social brasileiro não vai deixar barato", explicou.
"Reforma sindical, reforma tributária e reforma da comunicação são tópicos que interferem diretamente na vida dos trabalhadores brasileiros e não podem passar despercebidos. As grandes fortunas não podem ser tributadas da mesma forma que o trabalhador de renda média. Os trabalhadores vão lutar por uma tributação justa".

O ano de 2014 também foi marcado por manifestações que cobram o direito à verdade e a memória sobre a Ditadura Militar no Brasil. O presidente da CUT/SE recordou que durante a Ditadura os sindicatos foram fechados ou sofreram intervenção, sindicalistas foram mortos, torturados, exilados… "O sindicalista de hoje que não toma como sua a luta pelo direito à verdade sobre a Ditadura Militar não é um dirigente cutista, porque esta é uma luta que fundou a CUT lá em 1983, portanto é uma pauta cutista permanente", afirmou.
Ato do 1º de maio será nos arcos da Orla de Atalaia a partir das 8h e todos os trabalhadores filiados a sindicatos de base cutistas são convidados a participar da construção desta manifestação.

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