Debates e campanha eleitoral na atualidade

* Paulino Fernandes de Lima
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Repise-se que as propagandas eleitorais, ao longo de nossa existência, sempre deram o que falar, sendo objeto de críticas e rejeição, com a diferença de que, há tempos atrás, isso decorria da descrença natural das realizações do que era prometido.
Entretanto, a repulsa que nos desperta hodiernamente, em relação a esse momento eleitoral, é relativo às condutas de que se revestem os candidatos, tratando a população como espectadora de suas “presepadas”.
Seria imperioso que o Tribunal Superior Eleitoral pusesse em discussão, alguma resolução que excluísse aqueles candidatos que se portassem, durante as propagandas eleitorais e debates, de forma antiética, imoral, violenta, enfim, assim como é possível impugnação de candidaturas ou cassação de mandatos.
Embora o eleitor tenha em seu poder a possibilidade de escolha e, consequentemente, de exercício não só do voto, mas do juízo de valor sobre os pretendentes, a normatização seria bem vinda, posto que propiciaria a exclusão legal ou judicial de forma objetiva.
Enquanto isso, ao invés de serem debatidos temas de interesse do povo, que desafiam enfrentamento nos próximos anos, tem-se uma patuscada de condutas e de impropérios que são lançados sem se pedir licença, e sem o mínimo respeito para com todos.
Cabe, pelo menos nessa reta final de campanha, a cada um de nós eleitores, fazermos o dever de casa, refletindo sobre atitudes e comportamentos em geral, independentemente até do que a televisão consiga mostrar, já que para escolher quem nos representará, um mínimo de conhecimento sobre os candidatos, é necessário.
* Paulino Fernandes de Lima é defensor público do estado de Pernambuco e professor
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