O deputado estadual capitão Samuel Barreto usou a tribuna nesta segunda-feira (14) para alertar para a hipótese de fechamento de vários sindicatos em Sergipe. O parlamentar disse que parecer emitido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), analisando um processo que trata das consignações repassadas aos sindicatos, pode fechar no mínimo quatro sindicatos no Estado. "Todo sindicato que não tiver a carta sindical não terá acesso aos descontos dos seus associados", observou.
Capitão Samuel disse que além de dizer não, a Procuradoria Geral afirma que a Seplag deve fazer um levantamento de quais entidades estão cadastradas e aptas a executarem os descontos, suspendendo o pagamento de consignações (em folha) das entidades que não atenderem as exigências. "Quem não tiver carta sindical será prejudicado. Vai deixar de receber as consignações", alertou o parlamentar que citou casos como o do recém criado Sindetran, que representa os trabalhadores do Detran e não possui tem carta sindical.
O deputado disse que a medida deve atingir também grandes sindicatos, como o Sintese e o Sintasa. "Imagine como ficará a situação do Sintese? Os dois maiores sindicatos de Sergipe, que representam os trabalhadores da área de Saúde e os professores estão na mesma situação dos sindicatos pequenos. E os sindicatos que estão fora, não vão poder mais receber os repasses? (A decisão da PGE) Não tem força de lei, é uma consulta, mas o certo é que ‘o pau que bate em Chico, bate em Francisco", disse Capitão Samuel, mostrando preocupação com a situação dos sindicatos atingidos pelo parecer.
"Causa preocupação porque vai criar um grande problema no Estado. Com esse parecer aqui quem entrar na Justiça vai conseguir suspender os repasses das consignações. Espero que o governo reflita e aceite sindicatos pequenos, como o dos vigilantes. Vai ser deflagrada uma guerra porque o Sintese não vão aceitar esse decisão", argumentou. A deputada estadual Maria Mendonça alertou ao colega que o Sintese possui carta sindical. E considerou autoritária a forma como o governo agiu com os sindicatos, lembrando que isso vai prejudicar as entidades sindicais em suas finanças.


