O bancário José Ro-gério de Almeida Cruz, ex-gerente de empréstimos da agência do Banco do Estado do Sergipe (Banese) em Tobias Barreto (Centro-Sul), foi preso ontem à tarde na cidade de Nova Soure (BA). Ele estava com a prisão preventiva decretada desde junho deste ano e foi encontrado por policiais civis da Delegacia de Tobias. Segundo as primeiras informações confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), Rogério morava em uma fazenda da família na zona rural do município baiano. Ao ser detido, ele estava armado com um revólver e além da arma, um carro foi apreendido, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão também expedido pela Justiça.
A Polícia Civil investigou o ex-gerente pela acusação de estelionato. Segundo as apurações do delegado local Edson Nixon Costa, Rogério teria desviado aproximadamente R$ 2 milhões do banco, através de empréstimos que eram duplicados em nome de clientes. Ao todo, 72 clientes prestaram queixa contra o funcionário, alegando terem sido lesados. O golpe foi confirmado no dia 30 de julho pela polícia e pela direção do Banese, que garante ter ressarcido os prejuízos e considerou a atitude do ex-gerente como "um caso isolado".
Na ocasião, o delegado Nixon explicou que o golpe foi denunciado inicialmente por servidores do Estado que fizeram empréstimos na agência e constataram um rombo em suas contas bancárias. Em um único dia, 15 queixas foram prestadas. Segundo a polícia, o gerente duplicava as documentações fornecidas pelos clientes e, em alguns casos, os valores pedidos eram muito acima dos declarados pelos clientes na hora do contrato. Nixon disse ainda que Rogério expedia autorizações de saque para que a diferença dos empréstimos fosse depositada em sua conta pessoal, mas debitada das contas dos clientes.
"Temos uma variação muito grande no valor dos empréstimos. Os valores variavam de 8 mil a até 150 mil reais. Ele utilizava toda capacidade financeira da pessoa que fosse postular o empréstimo junto ao Banese, pois o servidor do estado tem uma facilidade maior de acesso ao crédito, em razão da maioria receber os seus vencimentos pelo Banco do Estado. Então, o gerente se aproveitava dessa característica para aplicar o golpe", declarou o delegado, no dia em que o caso foi noticiado.


