Sábado, 28 De Maio De 2022
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Sergipe tem uma das maiores mortalidades maternas do país


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Publicado em 22 de março de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Sergipe registra uma das maiores mortalidades maternas do país.

Gabriel Damásio

Os Estados da região Nordeste do Brasil, incluindo Sergipe, tiveram uma piora preocupante em seus indicadores relacionados à infância e adolescência. É o que mostrou uma pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Abrinq. O levantamento “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil – edição 2022” baseou-se em dados oficiais de órgãos públicos federais e estaduais apurados em 2020, para mensurar indicadores sociais de educação, saúde, violência, gravidez na adolescência e mortalidade materno-infantil. Segundo a Abrinq, esses dados revelaram um forte impacto da pandemia do coronavírus nas condições de vida da população, principalmente das parcelas que vivem nas linhas da pobreza e da miséria.
No que diz respeito a Sergipe, o estado tem a terceira maior proporção de crianças e adolescentes. Essa faixa etária representa 36,7% da população sergipana, um índice superado apenas por Alagoas e Maranhão. Por outro lado, ele ficou também com a terceira maior mortalidade materna da região, com 94,4 mortes por 100 mil nascidos vivos, muito acima da média regional de 81,3 e sendo superado apenas por Paraíba e Ceará. Os estados contribuíram com o que a Abrinq considerou “o maior aumento já registrado neste indicador desde 2010; como se o Brasil tivesse regredido uma década na prevenção dos óbitos maternos”. No Brasil, 2020 teve 67,9 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, contra 55,3 de 2019.
Sergipe também se destaca entre os estados com as menores proporções de crianças de até três anos de idade matriculadas em uma creche, em relação aos valores de sua região: apenas 14,5% das crianças e bebês sergipanos estão em creches, ficando acima apenas de Pernambuco. Este índice está distante da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014, que estabeleceu a ampliação da oferta em creches para pelo menos 50% das crianças de zero a três anos até o fim de2024. Nacionalmente, a pesquisa constatou que tal meta está difícil de ser alcançada, já que praticamente 74% das criançasbrasileiras de zero a três anos não têm acesso a creches no Brasil.

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