Direção de hospital de Estância desmente deputado

A direção do Hospital Regional Amparo de Maria, no município de Estância, está contestando as declarações do deputado Gilson Andrade divulgadas no caderno de Municípios do Jornal do Dia na edição dos dias 14 e 15 de setembro sobre a participação do parlamentar nas ações que impediram o fechamento da unidade no ano passado.

De acordo com informações de um dos interventores do hospital, José Magno de Leão Brasil Neto, o deputado não participou do processo de suspensão do leilão. "O hospital não foi fechado devido à luta dos funcionários da instituição, auditores e advogados que se debruçaram em mais de 20 mil papéis", esclarece.
José Magno lembra que é interventor do hospital desde 2012 e quando chegou à unidade fez questão de catalogar toda a documentação possível e fazer o levantamento de dados que pudessem dar um suporte de informações aos assessores jurídicos da instituição para que fossem derrubados os pedidos de leilão do hospital na justiça em instâncias também em Recife.

Ele lembrou que houve uma mobilização social no período em defesa do hospital, que há 160 anos salva vidas na região. "Quando cheguei ao hospital, a unidade atendia em torno de 11 mil pessoas por ano. Hoje já são mais de 35 mil pessoas assistidas em 2014. Com o apoio dos governos do estado e municipal, e principalmente de todos os funcionários que abraçaram a ideia da unidade de saúde não fechar as portas. Fizemos uma parceria com muito diálogo e com uma política de austeridade com o objetivo de trazermos recursos para o Amparo de Maria, que é uma referência no estado", disse.

Ainda segundo ele, a Lei do PROSUS foi outra iniciativa importante para o hospital manter as portas abertas. "Tivemos uma anistia de R$ 75 milhões de débitos com a Fazenda Nacional. Graças também ao REFIS e o parcelamento de dívidas contraídas pela unidade de saúde nos últimos anos estamos conseguimos regularizar as certidões negativas. Houve avanços e agora nossa preocupação é que o deputado neste momento eleitoral diga a verdade para a população. Ele não fazia parte do corpo jurídico e não tinha documento nenhum para que pudesse suspender os leilões", disse.
José Magno contestou que o deputado Gilson Andrade tenha conseguido suspender o leilão e que tenha tido qualquer participação na intermediação de recursos junto à Brasília no período de tentativas de viabilizar ajuda ao hospital.

"Ficamos surpresos e indignados com as afirmações do deputado de que teria ido a Brasília no afinco de incluir o hospital no programa de refinanciamento de dívidas de entidades filantrópicas do Governo Federal. No período da sua ida a lei nem sequer tinha sido regulamentada. O documento que foi entregue para solicitar a adesão ao PROSUS foi em julho. Querer angariar votos dizendo inverdades utilizando o nome do hospital é uma preocupação para todos que lutaram para que a unidade continuasse funcionando", criticou.
José Magno ressalta ainda que foi criado um departamento no hospital com os funcionários para fazer o levantamento das informações e que o deputado não participou do processo.

Ele informou ainda que os critérios de adesão ao PROSUS são rigorosos e não há ingerência de parlamentares. "Ele dizer que uma viagem dele no afinco de ir a Brasília para resolver o problema foi o suficiente é uma inverdade. Lamento esta posição do deputado de dizer inverdades e cometer uma injustiça com os funcionários do hospital que realmente trabalharam para resolver o problema dos leilões e a adesão do hospital ao programa do governo federal que concede a anistia das dívidas", concluiu.      

Compartilhe esta notícia