Gabriel Damásio
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Uma família de comerciantes viveu cerca de uma hora sob tensão e medo dentro da própria casa, no Conjunto Orlando Dantas (zona oeste de Aracaju). Por volta das 13h40, dois homens armados invadiram a residência, na Travessa 5, próxima à principal rua de acesso ao conjunto, e tomaram cinco pessoas da família como reféns, sendo um homem e quatro mulheres. O início do assalto foi visto por um policial militar que estava de folga e acionou a PM, que rapidamente cercou a casa com várias equipes. Após uma tensa negociação, que envolveu policiais e até jornalistas, os assaltantes se entregaram e libertaram os reféns.
O ex-presidiário José Gomes da Silva, 33 anos, e o porteiro Jonhatas Silva Santos, 21, que não tinha passagem pela polícia, estavam armados com dois revólveres calibre 38 e, segundo a polícia, entraram na casa depois de fazer um levantamento da rotina diária de seu proprietário, dono da Madeireira Padre Cícero, e de seus familiares. "Eles secaram o pneu do veículo do dono da casa, que estava na porta estacionado, e quando a esposa dele ia saindo, percebeu que o pneu estava vazio. Foi aí que a dupla, portando dois revólveres calibre 38, renderam a mulher e invadiram a casa, rendendo o pai de família e mais duas pessoas", detalhou o comandante do Policiamento Militar da Capital (CPMC), coronel Jackson Nascimento.
Depois da invasão, Silva e Gomes acuaram as vítimas na sala e amarraram-nas com uma fita crepe. Em seguida, os dois começaram a revirar toda a casa, pegando vários objetos de valor e colocando tudo em sacos. Eles chegaram a recolher jóias e R$ 1.300 em dinheiro. A movimentação estranha na casa foi percebida por alguns vizinhos, que chamaram um tenente da Companhia de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRv). O oficial, que voltava para casa depois de concluir um plantão, ligou imediatamente para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), pedindo reforço.
Primeiro, chegaram equipes do 1º Batalhão de Polícia Comunitária (1º BPCom) e, depois, juntaram-se soldados do Comando de Operações Especiais (COE), especializados em resgates de reféns, e da Companhia de Radiopatrulha (CPRp) da PM e do Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria de Estado da Segurança Pública, a fim de negociar com os suspeitos e liberar os reféns. O coronel Jackson e até o comandante-geral da PM, coronel Maurício Iunes, também foram ao local para dar apoio às negociações. O efeito foi imediato.
Assim que viu a presença de uma equipe de TV e de parentes que já haviam sido localizados pela PM, a dupla se entregou, jogando as armas no chão e saindo da casa com as mãos na cabeça. Além dos revólveres, foram apreendidas 27 munições calibre 38 e uma moto usada pelos acusados. Silva e Gomes foram levados presos para 4ª Delegacia Metropolitana (Cj. Augusto Franco), onde foram autuados em flagrante e interrogados pela delegada Mayra Fernanda Moinhos. Eles devem responder por crimes de roubo majorado, porte ilegal de arma e cárcere privado.


