Duas pessoas morrem afogadas durante o final de semana

Áreas de vulnerabilidade - De acordo com o comandante do GMar, coronel Hector Monteiro, não existem locais mais, ou menos, perigosos. Caso não haja cuidados, qualquer local pode se tornar cenário de afogamento.

No último domingo do ano, duas pessoas morreram vítimas de afogamento no estado de Sergipe. Segundo relatório diário apresentado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), no primeiro caso peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para remover o corpo de um jovem de 23 anos de idade, encontrado em um açude no povoado Visgueiro, localizado no município de Muribeca, que fica a 84 km de distância de Aracaju. o óbito foi identificado por moradores que também acionaram o Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O segundo caso fatal foi registrado na própria capital sergipana, na região da Orla de Atalaia, zona Sul da cidade.
De acordo com a perícia criminalística, o jovem de 18 anos sofreu um afogamento nas proximidades dos arcos da orla, chegou a ser removido ainda com vida da água, recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu. A tentativa de reanimação foi operacionalizada por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda conforme revelado pela SSP, a vítima era natural do município de Itabaiana, e estava em Aracaju para curtir o dia entre amigos e familiares. Um boletim apresentado pelo Corpo de Bombeiros indica que somente neste ano 24 pessoas foram vítimas de afogamento, nos quais 22 ocorreram no interior do estado, e dois na capital. Mais de 70% dessas vítimas eram do sexo masculino.

Áreas de vulnerabilidade – De acordo com o comandante do GMar, coronel Hector Monteiro, não existem locais mais, ou menos, perigosos. Caso não haja cuidados, qualquer local pode se tornar cenário de afogamento. Ele reconhece que muitos banhistas sabem das cautelas a serem adotadas, porém preferem se arriscar. “Todas as praias, desde Mosqueiro até Coroa do Meio, em Aracaju, são perigosas. Existem aquelas piscinas naturais, mas os banhistas costumam passar delas para o encontro das ondas e corre o risco da correnteza o levar para a parte mais profunda. É aí que costuma acontecer o afogamento. Para evitar esse tipo de fatalidade estamos intensificando o diálogo com os banhistas. Em tempo integral possuímos bases de apoio operacional para evitar os afogamentos”, declarou.

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