Há algo de despudorado e até indecoroso no modo como o governador e sua família se servem dos cofres estaduais
Desde quando Fabio Mitidieri foi eleito governador de Sergipe, o seu sobrenome se multiplica pelo primeiro escalão da administração estadual.
Há pouco, um Mitidieri estava na milionária Secretaria de Saúde. Outro, justamente a primeira-dama, permanece na Assistência Social. Esta semana, mais um Mitidieri foi convidado a assumir importante e bem remunerada secretaria. Luiz Mitidieri, pai do governador, foi empossado na Casa Civil.
Fala-se aqui dos cargos mais vistosos. Um pente fino na folha de pagamentos do governo estadual talvez revelasse outros. A impressão corrente é a de um homem muito próximo da própria família. Mitidieri governaria com os seus, para os seus.
Há algo de despudorado e até indecoroso no modo como o governador e sua família se servem dos cofres estaduais. Na ponta do lápis, o governo do estado despeja grandes somas de dinheiro no bolso dos Mitidieri, todos os meses. Enquanto isso, simples servidores, a exemplo dos professores da Rede Estadual de Ensino, ganham reajustes minguados e desaforos cabeludos.
A disposição de nomear familiares tão próximos bagunça limites entre as esferas pública e privada, gosto e serventia, afinidade e competência. Eis aqui, em poucas palavras, o modo Mitidieri de governar.


