Por um futuro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os índices de evasão e o déficit de aprendizagem nas escolas da rede pública preocupam

Milhares de estudantes da rede pública estadual devem se submeter ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Trata-se aqui de jovens dispostos a transformar o próprio futuro, a trajetória de suas vidas, por meio da educação.
Quanto mais, melhor. O ranking dos candidatos com melhor pontuação na redação do Enem sublinha a desigualdade de condições no ingresso ao ensino de terceiro grau: do total de 60 candidatos com nota máxima na redação, em 2023, apenas quatro eram egressos da rede pública – incluindo um sergipano.
Apesar de todos os avanços promovidos pela política de cotas e o próprio Enem, a educação de nível superior ainda é privilégio de bem-nascidos: apenas 40% do total dos estudantes que participaram do exame em 2023 estavam matriculados na rede pública.
O Enem, convém mencionar, é hoje a principal porta de entrada utilizada pelos estudantes brasileiros para ingressar nas universidades. O novo modelo de seleção deu um passo importante no sentido de aperfeiçoar o acesso ao ensino de terceiro grau, privilegiando a capacidade de argumentação e o raciocínio lógico.
Ponto para o Enem. A democratização do acesso às universidades públicas, contudo, ainda está em vias de se tornar realidade plena. Os índices de evasão e o déficit de aprendizagem nas escolas da rede pública preocupam.
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