Um bom exemplo

(Ascom/SES)

Há tempos, o transplante de rins no estado só ocorria em caso de doadores vivos

Lá se vão 13 longos anos, desde a última cirurgia de transplante renal realizada em Sergipe, com órgão proveniente de doador falecido. No último dia 10, entretanto, a espera teve fim.
A captação de órgãos que possibilitou o procedimento foi executada no Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). No último dia 10, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS) realizou um transplante de rim oriundo de doador não vivo – um bom exemplo que enche de esperanças os pacientes renais crônicos na lista de espera.
Há tempos, o transplante de rins no estado só ocorria em caso de doadores vivos. Convênio firmado entre o Governo de Sergipe e o Hospital Cirurgia permite agora que a captação de órgãos de doadores falecidos e transplantes voltem a ocorrer, em benefício dos pacientes renais crônicos.
Segundo a Central Estadual de Transplantes, em 2024, Sergipe registrou 57 doadores de órgãos falecidos, resultando na captação de 56 rins, 22 fígados e quatro corações. Este ano, até 12 de outubro, foram contabilizados 41 doadores, sendo captados 42 rins, 21 fígados e quatro corações. Também foram realizados 191 transplantes de córnea e dois transplantes de rim, sendo um com doador vivo e outro com doador falecido.
Os números provam:  O material humano e a capacidade técnica necessárias a procedimentos cirúrgicos de alta complexidade já são realidade em Sergipe. Profissionais capacitados e unidades de saúde devidamente instrumentalizadas o garantem. Hoje, o único impedimento aos transplantes sob a tutela do Sistema Único de Saúde está na relação entre a demanda e os doadores de órgãos.
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