EDITORIAL: Além dos pets

A UFS, aliás, informou que adotou todas as providências junto às autoridades competentes

A causa animal, uma agenda dedicada ao reconhecimento de direitos devidos à bicharada, não atende ao modismo dos pais de pet – embora muitos destes estejam engajados na defesa, proteção e bem-estar desta população. Trata-se, sobretudo, de política pública, com representantes eleitos e leis em pleno vigor.
Um episódio ocorrido na Universidade Federal de Sergipe é exemplar da importância de tal agenda. Sem um aparato legal em defesa dos animais, a mortandade constatada esta semana na Universidade Federal de Sergipe não seria nem mesmo investigada.
O campus de São Cristóvão, a comunidade universitária bem o sabe, é habitat de muitos bichos. Dezenas de gatos, em especial, fazem da UFS a sua própria casa. Da noite para o dia, no entanto, 14 deles foram encontrados mortos.
A UFS, aliás, informou que adotou todas as providências junto às autoridades competentes e aproveitou para lembrar que mantém, de forma permanente, a Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), setor responsável pela gestão ética, promoção do bem-estar animal, controle e monitoramento rotineiro das populações de gatos que vivem no campus.
Melhor assim. Nos laboratórios veterinários da instituição, a causa da mortandade há de ser esclarecida. A depender do que venha a ser constatado, responsáveis precisarão ser apontados. E responder aos rigores da Lei.
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