Num ranking de letalidade policial, Sergipe ocupa uma vergonhosa terceira posição, atrás somente de Amapá e Bahia
A letalidade policial em Sergipe não arrefece e faz crer em algo como uma cultura institucional. Esta não é uma situação exclusivamente local, observa-se em todo o Brasil. Mas entre os sergipanos se faz ainda mais grave.
Segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, enquanto o número de homicídios, em geral, decresce, o índice de óbitos derivados de intervenções policiais no estado não cessa de crescer.
Num ranking de letalidade policial, Sergipe ocupa uma vergonhosa terceira posição, atrás somente de Amapá e Bahia. Foram registrados 193 casos em 2025, um aumento de 33% em relação ao ano anterior.
Com os dados em mãos fica mais fácil perceber os verdadeiros contornos do problema. O fato, no entanto, é que o despreparo policial em Sergipe é uma realidade conhecida de toda a população – especialmente entre os pretos e pobres. Quase sempre, a vítima dos meganhas tem um CEP suspeito e a pele escura da imensa população de periferia.
Não há polícia para os mais vulneráveis.

