A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) esclarece que as duas salas visitadas pela representante do Ministério Público de Sergipe na quarta-feira, 19, ficam isoladas do almoxarifado central onde encontram-se as medicações dentro da validade para utilização.
Essas salas contêm, na sua grande maioria, apenas materiais e insumos que são resultado de doações de prefeituras aos Hospitais Regionais e que estavam com curto prazo de validade. Estes foram utilizados até o período de validade e vencendo o prazo foram recolhidos para o descarte na Celog. A FHS informa ainda que todos os insumos, materiais e medicamentos estão catalogados com as referências de suas origens e existe um processo licitatório concluso para que uma empresa faça a devida incineração desse material.
"Toda Central de Logística prevê esse tipo de espaço,criado exatamente para a guarda de medicamentos vencidos. A Vigilância Sanitária Estadual orienta que as unidades hospitalares podem dispensar os medicamentos até o prazo da validade. A partir dessa data de vencimento, eles devem ser recolhidos e levados para o espaço específico, já previsto na estrutura da Central de Logística (Celog), onde serão catalogados para incineração", afirma Antônio de Pádua Pombo, diretor da Vigilância Sanitária Estadual.
"Não há porque interditar uma sala que foi prevista para guardar esse tipo específico de material. O que não pode é distribuir medicamentos fora da validade, mas guardar em uma área que foi pensada para este fim até incineração é o correto. A presença de medicamentos ou de qualquer produto vencido em uma área reservada para produtos nessas condições não caracteriza infração sanitária e portanto não devendo ser objeto de interdição sanitária", enfatiza o diretor.


